Política

De saída do PP, vereador sinaliza ida ao PSD por afinidade com Marquinhos

No aguardo do prazo da janela de trocas partidárias, o vereador Valdir Gomes (PSD) sinalizou que poderá trocar o Progressista pelo PSD em função do alinhamento com o grupo político do prefeito Marquinhos Trad (PSD). “Eu tenho muito trabalho que está casado com o prefeito”, afirmou o vereador, defendendo que haja “gratidão” por aquilo que […]

Danúbia Burema Publicado em 25/04/2019, às 16h39 - Atualizado em 26/04/2019, às 08h52

Valdir Gomes. (Izaias Medeiros, Divulgação Câmara)
Valdir Gomes. (Izaias Medeiros, Divulgação Câmara) - Valdir Gomes. (Izaias Medeiros, Divulgação Câmara)

No aguardo do prazo da janela de trocas partidárias, o vereador Valdir Gomes (PSD) sinalizou que poderá trocar o Progressista pelo PSD em função do alinhamento com o grupo político do prefeito Marquinhos Trad (PSD).

“Eu tenho muito trabalho que está casado com o prefeito”, afirmou o vereador, defendendo que haja “gratidão” por aquilo que vem sendo feito por Marquinhos atendendo solicitações do mandato. “Tem muitas coisas que eu tenho solicitado e tenho andado junto com o grupo do prefeito”, detalhou, ao ser questionado sobre a legenda que seria favorita na escolha.

Contudo, ele disse ainda não ter tomado a decisão. “Estou aguardando. Não quero criticar ninguém, mas sinto que não tenho proteção de ter um grupo para a gente poder ganhar a eleição”, adiantou.

Crise no PP

No final de março, o vereador relatou que vinha sofrendo pressão do presidente regional do PP, Alcides Bernal, para deixar a legenda. Na ocasião, ele informou que nem sequer aguardaria a janela para troca partidária. Após o anúncio de saída, Bernal minimizou a crise no partido e disse respeitar a decisão do vereador.

Agora, Valdir Gomes decidiu esperar o prazo legal para não correr o risco de perder o mandato. “Não quero criticar ninguém, mas sinto que não tenho a proteção de ter um grupo para ganhar eleição. A gente é vereador de si mesmo. A gente tem que ter um partido para ter apoio”, argumentou sobre a saída do PP.

Para o vereador, partidos sem força não conseguirão eleger representantes. “Como acabou coligação tem que ter nome forte senão não volta ninguém [para a Câmara]”, justificou.

Jornal Midiamax