Zeca do PT diz que greve dos caminhoneiros é ‘manipulada’ por grandes empresas

Ex-governador discorda de rumo da manifestação, mas concorda com redução de impostos
| 25/05/2018
- 14:31
Zeca do PT é pré-candidato a deputado estadual
Zeca do PT é pré-candidato a deputado estadual - Arquivo

Na opinião do ex-governador e deputado federal , a é uma manifestação legítima, mas se trata muito mais “das grandes empresas usando os caminhoneiros do que de reivindicação da categoria”.

Para o petista, a protesto que já chega a seu quinto dia nesta sexta-feira (25) é “muito mais um locaute do que um greve”. O termo locaute se refere a paralisações incentivadas pelos empregadores, prática proibida por lei no Brasil.

“É um movimento sem nenhuma coordenação. Não tem nenhuma coordenação política forte. Acaba ficando um movimento muito vulnerável a disputas ideológicas”, afirmou Zeca.

O petista cita caminhoneiros que participam da greve e pedem a intervenção militar. “É uma manifestação que está sendo manipulada por aqueles que querem uma intervenção pra resolver o problema do Brasil. Desde quando militarismo resolveu alguma coisa nesse país?” questionou.

O deputado também lembrou que, durante a greve dos caminhoneiros de 2013, a categoria reivindicava a saída da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Porque agora não estão pedindo ‘Fora Temer’? Porque foram eles que tiraram a presidente anterior, uma mulher, um governo democraticamente eleito”, afirmou o parlamentar.

Alta carga tributária

Zeca disse entretanto que as reivindicações quanto ao decréscimo de impostos incidentes sobre o combustível são “justas”. “O preço do combustível é altamente tributado no Brasil, é um absurdo”, comentou.

“Se tirasse a carga tributária estadual do combustível, deixasse só a federal, o preço iria lá embaixo”, afirmou o deputado. Em Mato Grosso do Sul, só o ICMS representa 25% do preço da gasolina e 17% do diesel.

Para Zeca, a pressão exercida pelos caminhoneiros, que resultou em uma crise de abastecimento em todo país, pode levar à redução de preços. “Isso bota mais pressão no governo, ele vai ter que ceder no preço”.

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