Confiança em Moka e benefícios ao Estado foram fundamentais para indicação, diz Simone

Senadora indicou Moka para relatar peça orçamentária de 2019
| 14/05/2018
- 14:41
Confiança em Moka e benefícios ao Estado foram fundamentais para indicação, diz Simone

A escolha do senador (MDB) para assumir a relatoria para a comissão Mista de Orçamento deve trazer benefícios para os municípios de Mato Grosso do Sul. Responsável pela indicação, a senadora emedebista Simone Tebet diz que sua confiança e credibilidade do colega foram fundamentais para a escolha, além de ambos serem do mesmo Estado.

“A minha escolha foi realmente de ter uma pessoa que tenho confiança, que eu acredito, e que é acima de tudo um sul-mato-grossense”, justificou Simone em entrevista ao Jornal Midiamax nesta segunda-feira (14/05).  “Também vai poder olhar para Mato Grosso do Sul de uma forma diferenciada. Não tem sentido indicar um colega que não fosse do Estado”.

O relator-geral do Orçamento tem grande poder na distribuição de emendas parlamentares e recursos do Orçamento para projetos de interesse dos Estados e prefeituras. Com isso, a líder da maior bancada partidária do Senado acredita que “os municípios vão ser atendidos e o Estado vai ser bem servido”.

Em ano de eleição presidencial, a Comissão de Orçamento ganha destaque especial, pois centralizará os debates sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Orçamento do primeiro ano do próximo governo. O projeto da LDO chegou ao Congresso em abril. O do novo Orçamento da União, em agosto.

A leitura da indicação de Moka deverá ocorrer nesta terça-feira (15/05).

Sem divergências

Cotado para assumir a relatoria por indicação do , Romero Jucá (MDB-RR) acabou preterido por Simone. Ela diz que tomou essa decisão porque Jucá acumula as funções de líder do governo, presidente do MDB e administra o maior fundo partidário e o maior fundo eleitoral do Congresso.

“Não tinha sentido colocá-lo como relator do Orçamento da União do ano que vem também”, relata Simone, que nega ter causado qualquer atrito político. “Eu vim como líder para fazer diferente, não vim para fazer igual. E uma das minhas obrigações é dividir poder e atribuições. Não possível concentrar tudo na mão de um, de dois ou de três. A bancada tem 18 senadores”.

Waldemir Moka também rejeitou que tenha havido indisposição com a Presidência, que queria Jucá para a missão, e seria indicado pelo ex-líder do partido senador Raimundo Lira (PB), atualmente no PSD.

“A Simone fez a indicação ouvindo a bancada. Sobre o Jucá, o Raimundo Lira é quem tinha prometido a relatoria para ele, mas não chegou a oficializar. E ele saiu do partido também. Então, na prática, quem tem o direito de indicar é a Simone”, disse Moka ao Jornal Midiamax no domingo (13/05).

Alvo da Lava Jato

Jucá virou réu pela primeira vez no STF em março em um dos inquéritos da Operação Lava Jato. O STF aceitou a denúncia feita a partir de investigações que envolvem a Odebrecht, uma das empreiteiras responsáveis pelo bilionário esquema de corrupção instalado na Petrobras.

Jucá é acusado de receber propina de R$ 150 mil em troca da defesa de duas medidas provisórias que, segundo os investigadores, foram concebidas para beneficiar a empreiteira. A suspeita é de que o dinheiro serviu à campanha do filho de Jucá.

Segundo levantamento realizado pelo Congresso em Foco, além deste inquérito, Jucá chegou a ser alvo de 12 outras investigações no Supremo. O número pode ser maior, uma vez que alguns procedimentos investigatórios podem correr em segredo de Justiça e não são dispostos nos canais de informação do STF.

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A medida vale até o julgamento do mérito do requerimento de registro da candidatura, do qual o ministro é o relator

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