Política

Grevistas que pediram ‘intervenção militar’ serão investigados pelo MPF

Crime pode dar até 15 anos de prisão

Joaquim Padilha Publicado em 31/05/2018, às 08h52 - Atualizado em 08/06/2018, às 17h23

A greve dos caminhoneiros influenciou a inflação durante o mês de junho, principalmente no setor de Alimentação. (Foto: Marcos Ermínio)
A greve dos caminhoneiros influenciou a inflação durante o mês de junho, principalmente no setor de Alimentação. (Foto: Marcos Ermínio) - A greve dos caminhoneiros influenciou a inflação durante o mês de junho, principalmente no setor de Alimentação. (Foto: Marcos Ermínio)

O MPF (Ministério Público Federal) vai investigar empresários e grevistas pró-intervenção militar por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Os crimes podem dar até 15 anos de prisão.

Os procedimentos instaurados visam apurar o crime de tentar mudar o regime político vigente com emprego de violência e ameaça grave; e o de incitar a subversão da ordem política e a animosidade nas Forças Armadas.

Algumas das principais lideranças do movimento grevista estão sendo investigadas nos processos, segundo o Globo, por terem se disposto a estimularem os pedidos de intervenção militar no país.

O MPF enviou determinação às unidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Goiás para que abram também investigações internas, listando empresários e lideranças grevistas que insuflaram o clamor por um golpe militar.

Sete tipos de comportamentos são elencados como criminosos, incluindo casos de pessoas que incentivaram grevistas a “colocarem fogo em caminhões”, defenderam a intervenção militar abertamente e colocaram empresas à disposição dos manifestantes.

Um dos líderes grevistas, Wallace Landim, o “Chorão”, que diz representar motoristas autônomos no Centro-Oeste, está entre os investigados. Ele aparece em vídeos nas redes sociais incitando a derrubada do presidente Michel Temer (MDB).

Nos vídeos, ele aparece ao lado do advogado André Janones, também investigado pelo MPF. Apesar de dizerem que não têm pretensões políticas, os dois são filiados ao Podemos e ao PSC, respectivamente.

Jornal Midiamax