Lama Asfáltica: Justiça acata denúncia contra servidor da Agesul e filha

Terreno no Damha, fazendas, apartamento avaliado em R$ 2 milhões, 10 mil dólares em dinheiro em casa, um casamento com direito a apresentação da cantora Preta Gil em Campo Grande. Esta era a vida da família de Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, conseguia ter apesar de ter um salário de R$ 13 […]
| 24/05/2018
- 13:51
Beto Mariano ao se entregar na Polícia Federal em 2018
Beto Mariano ao se entregar na Polícia Federal em 2018 - Beto Mariano ao se entregar na Polícia Federal em 2018

Terreno no Damha, fazendas, apartamento avaliado em R$ 2 milhões, 10 mil dólares em dinheiro em casa, um casamento com direito a apresentação da cantora Preta Gil em Campo Grande. Esta era a vida da família de Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano, conseguia ter apesar de ter um salário de R$ 13 mil como fiscal de obras da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).

Por conta disso, o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, acatou nesta quarta-feira (23) ação civil pública por improbidade administrativa contra o servidor, a filha Mariane Mariano de Oliveira Dornellas, a esposa Maria Helena Miranda de Oliveira e João Pedro Figueiró Dornellas, genro. Todos terão direito a se manifestar antes de uma possível condenação.

A denúncia foi apresentada em fevereiro deste ano pelo promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, titular da 30ª Promotoria do Patrimônio Público, que também pede indisponibilidade dos bens em até R$ 3.642.127,24 dos réus, perda da função pública, já que Beto ainda é servidor do governo do Estado, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil em três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos.

‘Laranjas’

Beto Mariano é apontado pela investigação do Ministério Público como servidor que transferia dinheiro para as contas da esposa e da filha, em benefício de pessoas como Edson Giroto, ex-secretário estadual de obras durante a gestão de André Puccinelli (MDB) e João Afif Jorge, ex-coordenador da Agesul. Esses dois últimos dividiam fazendas com Mariane Mariano pelo Estado.

“Os recursos recebidos – e omitidos nas respectivas declarações de renda – por Beto, Giroto e Afif pagos em dinheiro em espécie, eram depositados na conta bancária de Mariane Mariano  e, posteriormente, destinados para a aquisição de fazendas e demais despesas da atividade agropecuária”. O genro, João Pedro Dornellas, é apontado como um dos responsáveis pela realização dos depósitos.

Durante fase da operação da Polícia Federal, foram encontrados R$ 25.338,00, U$ 10.828,00 e E$ 2.000,00 em espécie no apartamento do servidor público. Nos extratos analisados pela polícia, Mariano chegou a doar R$ 500 mil para a filha.

Em 2013, ficou comprovada uma movimentação financeira de R$ 3.582.576,01, equivalente a cerca de 17 vezes o total de rendimento declarados e, em 2014, a movimentação foi 21 vezes o total de rendimentos declarados (R$298.495,52), no montante de R$ 6.228.715,79.

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