Política

Filhos de desembargador destacam caráter e exemplo deixado por Romero Lopes

Consternados, os filhos do desembargador Romero Osme Dias Lopes lamentaram a morte do pai, e fizeram questão de relatar à reportagem do Jornal Midiamax o exemplo deixado por um dos mais respeitados e queridos juristas de Mato Grosso do Sul. “Ele deixa um legado de um caráter e uma moral inabaláveis. Tanto na profissão, na […]

Ludyney Moura Publicado em 04/07/2018, às 12h35 - Atualizado às 12h37

'Ele deixa um legado de um caráter e uma moral inabaláveis', destacou Bruno (Fotos: Henrique Kawaminami)
'Ele deixa um legado de um caráter e uma moral inabaláveis', destacou Bruno (Fotos: Henrique Kawaminami) - 'Ele deixa um legado de um caráter e uma moral inabaláveis', destacou Bruno (Fotos: Henrique Kawaminami)

Consternados, os filhos do desembargador Romero Osme Dias Lopes lamentaram a morte do pai, e fizeram questão de relatar à reportagem do Jornal Midiamax o exemplo deixado por um dos mais respeitados e queridos juristas de Mato Grosso do Sul.

“Ele deixa um legado de um caráter e uma moral inabaláveis. Tanto na profissão, na dedicação à magistratura, quanto na vida nos ensinamentos de pai, de amigos, irmãos”, disse o advogado Bruno Romero, um dos filhos do desembargador.

Filhos de desembargador destacam caráter e exemplo deixado por Romero Lopes
Bruno Romero

Além de Bruno, Dias Lopes deixou a esposa, Ana Crista, uma filha e mais um filho, Pablo Romero, que também destacou as qualidades e o exemplo do magistrado.

“Meu pai teve uma vida exemplar. Um exemplo que sempre vou seguir fielmente. Era uma pessoa bastante positiva e que gostava de brincar com os filhos e os amigos”, lembrou Pablo.

Luto

O desembargador Divoncir Maran, presidente do TJMS, decretou luto em todo Estado, no âmbito do Poder Judiciário, suspendendo expediente nesta quarta-feira (4). Com isto, amigos e familiares podem acompanhar o velório que acontece no cemitério Jardim das Palmeiras. O sepultamento está marcado para as 16h.

*Legado

Mineiro de Manhuaçu, Romero ingressou na magistratura sul-mato-grossense em 1980. Ele assumiu suas funções em setembro de 1980 e, em abril de 1983, por merecimento, foi promovido para atuar na 2ª entrância como juiz da 2ª vara cível em Aquidauana. Em setembro do mesmo ano, a pedido, foi removido para a comarca de Paranaíba.

Quatro anos depois, por antigüidade, recebeu outra promoção: desta vez para a entrância especial e na Capital atuou na vara de Execução Fiscal. Em abril de 2007, por permuta, foi removido para a 4ª Vara de Família, onde nem chegou a atuar, pois quando estava em transição foi indicado para o Tribunal de Justiça .

A experiência em atuar como desembargador não foi nova para Romero. Em 2001, na ausência do Des. Jorge Eustácio da Silva Frias, foi designado para substituí-lo. Em maio de 2007, foi promovido para ocupar o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Foi responsável pela implantação da conciliação e da mediação no MS, quando Coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça de MS, além de autor de várias palestras nos circuitos universitários e em Congressos Jurídicos.

Na Associação dos Magistrados de MS (Amamsul) foi diretor de Esporte, de 1989 a 1992; foi diretor de Comunicação, de 1993 a 2000, exercendo também a função de Editor-Chefe do periódico jurídico.

Pós-Graduado em Direito e Antropologia Filosófica, lecionou na Escola Superior da Magistratura (Esmagis), na Universidade do Estado do Pantanal (UNIDERP) e na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), na disciplina de Direito Tributário, por 20 anos.

Foi juiz eleitoral da 36ª Zona e membro do TRE/MS. Foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, por duas vezes. Foi Coordenador das Varas de Execução Penal (COVEP). Tomou posse como Corregedor-Geral de Justiça em 30 de janeiro de 2017.

(*com informações do TJMS)

Jornal Midiamax