Política

Em meio a denúncias de crime eleitoral, TSE vai anunciar medidas para o segundo turno

A nove dias do segundo turno das eleições, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anuncia nesta sexta-feira (19) medidas e prioridades para as votações no dia 28. O alerta ocorre no momento em que os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trocam acusações sobre a existência de empresários que financiaram um […]

Richelieu Pereira Publicado em 19/10/2018, às 08h09 - Atualizado às 08h10

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). - Reprodução/Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). - Reprodução/Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil - Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). - Reprodução/Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Em meio a denúncias de crime eleitoral, TSE vai anunciar medidas para o segundo turno
Sede do TSE em Brasília. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A nove dias do segundo turno das eleições, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anuncia nesta sexta-feira (19) medidas e prioridades para as votações no dia 28. O alerta ocorre no momento em que os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) trocam acusações sobre a existência de empresários que financiaram um esquema de disseminação de notícias falsas anti-PT.

À tarde haverá uma entrevista coletiva da qual participarão a presidente do TSE, Rosa Weber; os ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

A expectativa é de que sejam anunciadas as medidas institucionais adotadas em decorrência de questionamentos levantados no primeiro turno. Nas últimas horas, PT, PSL, PSOL e PDT se manifestaram sobre a divulgação e os impactos de fake news. Recorreram à Justiça eleitoral o PT e PSOL, enquanto os outros dois partidos também anunciaram que vão ingressar com ações.

Advertência

Ontem (18) Raquel Dodge advertiu sobre os riscos da disseminação de conteúdo falso. “O eleitor é o ator principal. Ele tudo pode, mas nem tudo convém. As fake news não convêm ao eleitor nem à democracia”, afirmou. “É preciso também que não haja abuso, não haja ilícito no modo como as pessoas se expressam, no modo como elas convencem os vizinhos e eleitores.”

A advertência ocorreu durante a reunião em que o combate à divulgação de notícias falsas nas redes sociais foi o tema principal. Participaram procuradores eleitorais e os advogados das campanhas de Bolsonaro e Haddad, além do ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Fair Play

Na reunião, Fachin  defendeu que os candidatos “joguem limpo” durante a campanha eleitoral. O TSE renova a conclamação feita aos representantes dos candidatos e a estende a todos. Pratiquemos o fair play [jogo limpo] que significa cumprir e fazer cumprir as regras do jogo”, disse.

Na tentativa de buscar soluções, Jungmann lembrou que a parceria com o TSE criou um sistema para dar mais agilidade às denúncias sobre suspeitas de irregularidades no processo de votação. No primeiro turno, vários vídeos falsos foram divulgados contra a credibilidade da urna eletrônica.

“Qualquer cidadão terá sua crítica registrada, investigada e apurada para termos a certeza de que o resultado do pleito venha traduzir a vontade democrática do povo brasileiro.”

*Com Agência Brasil

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