Política

Em Campo Grande, Álvaro Dias promete investimento na segurança da fronteira

O candidato à presidência Álvaro Dias (Podemos) chegou a Campo Grande na noite desta sexta-feira (7), por volta das 19h45, em um voo fretado. No Aeroporto Internacional ele foi recebido por aproximadamente 30 correligionários. Ele irá cumprir agenda política na Capital durante a manhã deste sábado (8) e deve ir embora por volta das 12h30. […]

Mariana Lopes Publicado em 07/09/2018, às 21h05 - Atualizado em 08/09/2018, às 13h55

Álvaro Dias no Aeroporto Internacional de Campo Grande | Foto: Clayton Neves
Álvaro Dias no Aeroporto Internacional de Campo Grande | Foto: Clayton Neves - Álvaro Dias no Aeroporto Internacional de Campo Grande | Foto: Clayton Neves

O candidato à presidência Álvaro Dias (Podemos) chegou a Campo Grande na noite desta sexta-feira (7), por volta das 19h45, em um voo fretado. No Aeroporto Internacional ele foi recebido por aproximadamente 30 correligionários. Ele irá cumprir agenda política na Capital durante a manhã deste sábado (8) e deve ir embora por volta das 12h30.

Em entrevista coletiva concedida à imprensa, Álvaro Dias afirmou que o principal projeto em Mato Grosso do Sul, caso seja eleito como presidente da República, é combater o crime na região de fronteira, implementando o monitoramento nos 17 mil quilômetros de faixa de fronteira no Estado. Segundo o presidenciável, a fronteira é usada para passagem de drogas e armamentos pesados que vão parar em mãos erradas. “Mãos dos bandidos”, pontua.

Além disso, Álvaro Dias também diz que pretende implementar o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) e investir em Inteligência, usando Exército, Polícia Federal, Polícia Militar, Receita Federal, para impedir a passagem do crime pela fronteira, que, de acordo com o presidenciável, é o que alimenta o crime espalhado por todo o Brasil.

“Nosso trabalho é que o armamento pesado chegue às mãos certas, ou seja, da Polícia, e que o bandido volte a ter medo da Lei. A autoridade afrouxou e quando isso acontece a marginalidade se impõe. Por isso que a violência cresceu assustadoramente”, disse o candidato.

Desemprego

Sobre o cenário geral no País, Álvaro Dias citou o emprego. “Hoje em dia, principalmente os jovens estão sem emprego, sem oportunidade, que estão cada vez mais escassas por conta de uma quebra da economia”, ressaltou.

E afirmou que, em um eventual governo, irá trabalhar pesado nesta questão para trazer de volta igualdade de oportunidades, que, segundo o presidenciável, o Brasil é um país de desigualdade.

O candidato também falou dos últimos administradores do País e criticou o atual modelo de governabilidade, o qual ele afirmou ser corrupto. Em seguida disse que a proposta dele é substituir esse modelo, que “só esvazia os caixas dos governos e breca os investimentos em saúde, educação, segurança”, ressaltou.

Álvaro Dias ainda chamou a atenção da população pra avaliar os candidatos, as propostas, porque “se errar agora, vamos repetir a tragédia do caos dos último anos, que gerou a crise que o país vive”, destacou.

Ataque a Bolsonaro

Sobre o ataque ao também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias disse que “é lastimável”. “Temos que repudiar todas as formas de violência, seja contra candidato ou eleitor, seja homem, mulher ou criança. Qualquer forma de violência tem que ser repudiada”, ressaltou.

O candidato do Podemos também diz que é preciso repudiar o estímulo à violência. “Não podemos confundir indignação com raiva e ódio, porque isso alimenta a violência e trabalha contra a democracia. Na democracia, debatemos problemas e podemos discordar dos nossos adversários”, ponderou.

Sobre a própria segurança, Álvaro Dias afirmou que fazia campanha andando sozinho, sem segurança. Porém, por conta do ataque a Bolsonaro, está sendo acompanhado por policiais federais. “Não acho que seja necessário, só estou seguindo o que a lei determinou”, disse.

Agenda

Ainda na note de hoje, o candidato Álvaro Dias dará uma entrevista em uma rádio de Campo Grande. Neste sábado (8), às 8h, dará entrevista em outra rádio e às 9h fará adesivagem, com correligionários, na avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho. Depois ele vai perrcorrer as ruas do centro da Capital, almoçar e vai embora por volta das 12h30.

Jornal Midiamax