Política

Cotada como ministra, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária marca reunião com Bolsonaro

A deputada federal por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, reeleita pelo DEM para seu 2º mandato no Congresso Nacional, vai liderar um encontro de parlamentar da bancada ruralista com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Tereza é apontada dentro da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), presidida por ela desde fevereiro de 2018, como nome […]

Ludyney Moura Publicado em 31/10/2018, às 11h48 - Atualizado às 11h49

(Foto: Divulgação/FPA)
(Foto: Divulgação/FPA) - (Foto: Divulgação/FPA)

A deputada federal por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, reeleita pelo DEM para seu 2º mandato no Congresso Nacional, vai liderar um encontro de parlamentar da bancada ruralista com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Tereza é apontada dentro da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), presidida por ela desde fevereiro de 2018, como nome de consenso da chamada ‘bancada ruralista’ para ser indicada para assumir o ministério da Agricultura (que deve incorporar também o Meio Ambiente).

“Primeiro devemos apresentar quais políticas podemos desenvolver para depois encontrar o perfil adequado para o ministério”, afirmou Tereza Cristina, por meio de sua assessoria.

Integrantes da FPA se reuniram ontem, terça-feira (30), em Brasília e elencaram uma série de pautas consideradas prioritárias ainda para 2018, e outras para discutir com o presidente eleito.

O encontro de Bolsonaro com a FPA está marcado para a próxima semana, deve acontecer em Brasília, e será conduzido justamente por Tereza Cristina. A intenção é apresentar à equipe de transição do novo governo um conjunto de propostas e projetos considerados fundamentais para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

Os parlamentares da bancada ruralista divergem sobre a fusão da Agricultura com o Meio Ambiente, a própria presidente da Frente chegou a afirmar, após a reunião de ontem, que é preciso mais tempo para analisar a proposta de Bolsonaro, que já acenou com possibilidade de recuar da intenção.

“É um sinal de maturidade porque quando a gente tem uma ideia, acha que ela vai dar certo, ouve todos os lados e vê que talvez não seja o momento. Acho que foi uma coisa grande voltar atrás e colocar e banho-maria. Para a agricultura, não é condição sine qua non”, destacou a deputada.

Além de Tereza, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Nabhan Garcia, um dos principais coordenadores da campanha de Bolsonaro, é um dos cotados para assumir o ministério da Agricultura.

Numa eventual nomeação de Tereza para o ministério, o deputado federal Geraldo Resende (PSDB), que não foi reeleito em 2018, 1º suplente da coligação, assumiria cadeira na Câmara.

Jornal Midiamax