Política

Deputados eleitos gastaram entre R$ 0,87 e R$ 34,34 por cada voto em MS

Na disputa por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, alguns candidatos dispuseram de receitas que permitiram ‘colocar os pés na estrada’ em busca do voto do maior número de eleitores possível. Outros, por outro lado, tiveram que economizar e ‘se virar nos 30’ para correr atrás do ‘prejuízo’. Entre os 24 eleitos, candidatos desembolsaram […]

Maisse Cunha Publicado em 15/10/2018, às 13h20 - Atualizado em 16/10/2018, às 10h23

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Na disputa por uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, alguns candidatos dispuseram de receitas que permitiram ‘colocar os pés na estrada’ em busca do voto do maior número de eleitores possível. Outros, por outro lado, tiveram que economizar e ‘se virar nos 30’ para correr atrás do ‘prejuízo’.

Entre os 24 eleitos, candidatos desembolsaram entre R$ 0,87 e R$ 34,34 por cada voto que recebeu. Vereador de Campo Grande, Lucas de Lima (SD) foi o que menos gastou na campanha. Com receita de R$ 58.345,00, Lucas conquistou a confiança de 12.391 eleitores e desembolsou R$ 4,70 por cada um deles.

Com votação expressiva e campeão de votos, Capitão Contar (PSL) tinha receita de R$ 68.932,42 para bancar toda campanha e, ao contrário dos colegas de parlamento, gastou menos que R$ 1 por cada voto que recebeu. Eleito com 78.390 votos, cada um custou R$ 0,87 e lhe garantiram a 1° vaga na Casa de Leis.

Coronel David (PSL) foi outro que teve de economizar. Com R$ 93.325,00 para tentar retornar à Assembleia Legislativa, ele foi eleito em segundo lugar, com pouco mais de 45 mil votos. Cada um deles lhe custou R$ 1,19.

Cabo Almi (PT) também não tinha tantos recursos, comparados aos colegas de Plenário que tentavam a reeleição. Ele tinha R$ 122 mil para a campanha e obteve 21.121 votos, garantindo a 15° colocação, ao custo de R$ 5,48 por voto.

Eleito na 22° colocação, o progressista Evander Vendramini conseguiu a confiança de 12.627 eleitores e desembolsou R$ 8,68 por cada voto. Sua campanha contava com R$ 109,620.

Mais recursos

A campanha mais ‘rica’, entre os 24 eleitos, foi a de Jamilson Name (PDT). Com teto de gastos estabelecido em R$ 1 milhão, Name foi eleito deputado estadual com 33.870 votos. Com R$ 940,310 em recursos, o pedetista ‘pagou’ R$ 27,76 por cada um que recebeu.

A reeleição do emedebista Márcio Fernandes custou R$ 800 mil. Ele conseguiu 23.296 votos, que lhe custaram R$ 34,34 cada um. Seu companheiro de Assembleia, Barbosinha (DEM) tinha R$ 644 mil para buscar a reeleição. Com 27.492 votos, ele renovou seu mandato por mais 4 anos, gastando R$ 23,47 em cada um.

Outro democrata com ‘dinheiro no bolso’ para gastar com a reeleição foi o pecuarista Zé Teixeira. Sua campanha dispunha de R$ 575.776,03. Cada um dos 30.788 votos que recebeu custou R$ 18,70.

Com 27.661 votos, o tucano Felipe Orro ficou com a 9° vaga da Casa de Leis, por R$ 16,64 cada um. Ele tinha R$ 460 mil para a campanha. O ex-diretor do Detran, Gerson Claro, desembolsou R$ 411 mil na campanha e foi eleito com 16.374 votos. Cada um deles lhe custou R$ 25,10.

Para fazer essa conta, a reportagem levou em conta a receita de campanha declarada no TSE, que contempla recursos do fundo partidário, fundo especial, doações e recursos próprios, e também a quantidade de votos recebida pelos candidatos.

Confira na tabela abaixo o custo do voto de cada um dos 24 eleitos

Deputados eleitos gastaram entre R$ 0,87 e R$ 34,34 por cada voto em MS
(Tabela: Deyvid Guimaraes/Midiamax)

Jornal Midiamax