Após morte no Centro, vereador defende operações policiais e ironiza Defensoria

Para o tucano, o problema da insegurança é agravado pela ausência de políticas públicas. "Esse é um problema de segurança pública ou de valores do ser humano?", questionou o vereador.
| 10/05/2018
- 15:10
Após morte no Centro, vereador defende operações policiais e ironiza Defensoria

O vereador Delegado Wellington (PSDB) apresentou durante a sessão ordinária desta quinta-feira (10), na Câmara dos Vereadores, moção de pesar pela morte do pedreiro Antônio Marcos Rodrigues de Souza, 34, que foi assassinado ao tentar evitar um assalto na região central, na última segunda-feira (7). A moção será entregue a João Roberto Faustino de Sousa, pai da de Antônio Marcos.

Após apresentar a moção, o vereador utilizou a tribuna da Casa de Leis para falar das questões de que afligem a região central da Capital, onde houve o crescimento do número de moradores de rua e de dependentes químicos. Para o tucano, o problema da insegurança é agravado pela ausência de políticas públicas. “Esse é um problema de segurança pública ou de valores do ser humano?”, questionou o vereador.

Segundo Wellington, os vereadores reclamam há bastante tempo da falta de segurança no perímetro central onde ocorrências criminais cresceram e pedem frequentemente providências das polícias Civil e Militar, além da Guarda Civil Municipal e da Prefeitura de Campo Grande.

“Mas é um problema que se agrava pela falta políticas públicas. O autor era um rapaz era sem estudo, usuário de drogas, que veio de uma família desestruturada. E nós não temos políticas públicas para tratar essas pessoas”, destacou.

O vereador também destacou que há três semanas o autor do homicídio já havia sido preso, sendo liberado na audiência de custódia. “Ignorado pela educação e pela sociedade, ele se transformou em um monstro. É necessário atacar as causas do problema”, apontou.

Cutucada

Apesar de defender políticas públicas, o vereador destacou entre as ações que deveriam ser frequentes a operação policial que fichou mais de 100 moradores de rua durante o mês de abril, em Campo Grande. A medida foi considerada controversa e dividiu opiniões, despertando até questionamentos da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Em seu discurso, Wellington defendeu ações policiais na região e ironizou a Defensoria.

“Qualquer ato que a polícia faz é questionado. Se a polícia prende, questionam porque prendeu. Se não faz nada, questionam porque não fez nada”, apontou o vereador, que também afirmou que há desrespeito aos direitos humanos. “Mas, o primeiro garantidor dos direitos humanos é a polícia”, disse. “Vamos fazer com que cada macaco fique no seu galho comendo banana”, completou.

Veja também

Edital de chamamento foi publicado pelo Governo nesta sexta-feira (12)

Últimas notícias