Política

Após defender intervenção no Rio, Zeca votou contra por ordem do PT

Cinco deputados de MS votaram a favor e dois contra

Richelieu Pereira Publicado em 20/02/2018, às 12h21 - Atualizado em 17/07/2020, às 23h52

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Cinco deputados de MS votaram a favor e dois contra

Sete dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul participaram, na segunda-feira (19), da sessão extraordinária na Câmara para autorizar intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro. Cinco votaram a favor e dois pela obstrução do decreto, ambos da bancada do PT. Zeca defendia a medida, mas seguiu a orientação do partido.

Em entrevista ao Jornal Midiamax antes da votação, Zeca do PT se posicionou favorável à iniciativa do governo federal. No entanto, durante o pleito, votou contra autorizar a intervenção, seguindo o líder da bancada do partido no Legislativo.  O mesmo fez seu correligionário Vander Loubet.

Segundo Zeca, houve fechamento de questão depois de um “debate acirrado” na bancada motivado principalmente por três razões. “Não teve uma discussão mais aprofundada sobre a questão da intervenção, o Exército não tem preparo adequado para este tipo de operação e o risco é sobrar para os mais pobres”, justificou o petista.Após defender intervenção no Rio, Zeca votou contra por ordem do PT

Ele diz que próprio comandante geral do Exército está preocupado com as consequências que colocar militares nas ruas poderá ter. Além disso, acredita que as forças armadas devem agir em questões relativas a soberania territorial e na fronteira. “Não para um combate dessa qualidade. Quem é preparado para isso são as polícias”, conclui.

Os deputados Elizeu Dionizio e Geraldo Resende, do PSDB; Luiz Henrique Mandetta e Tereza Cristina, do DEM; e Fábio Trad (PSD) votaram pela autorização da intervenção. Dagoberto Nogueira (PDT) faltou à sessão. A reportagem tentou entrar em contato com o pedetista, mas não obteve resposta.

No total, o decreto assinado pelo presidente Michel Temer (MDB) teve 340 votos favoráveis, 72 votos contrários e 1 abstenção. O texto segue agora para o Senado. A medida está em vigor desde sexta-feira (16), mas precisa do aval do Legislativo, e deve vigorar até 31 de dezembro deste ano.

*Foto: Agência Câmara

Jornal Midiamax