Política

Alvo de Fake News, Marun diz que montagens são provas da fraqueza de movimentos

    Um dos principais porta-vozes do Palácio do Planalto durante a crise causada pela greve dos caminhoneiros, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB), foi alvo de muitas Fake News nos últimos dias. “Estou sem tempo de tratar com fakenews, e caminhoneiro não tem como ficar fazendo estas […]

Ludyney Moura Publicado em 30/05/2018, às 08h39 - Atualizado às 12h03

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, durante entrevista no Palácio do Planalto
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, durante entrevista no Palácio do Planalto - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, durante entrevista no Palácio do Planalto

Um dos principais porta-vozes do Palácio do Planalto durante a crise causada pela greve dos caminhoneiros, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB), foi alvo de muitas Fake News nos últimos dias.

“Estou sem tempo de tratar com fakenews, e caminhoneiro não tem como ficar fazendo estas montagens. Isto é coisa destes grupos que se apropriaram do movimento e quando os vejo apelando para este tipo de mentira fico ainda mais certo de que eles estão cada vez mais fracos”, declarou Marun.

As informações inverídicas que envolvem o emedebista vão de toscas imitações, até recuperação de cenas do ano passado, como a ‘dancinha’ de Marun no plenário da Câmara dos Deputados, em outubro de 2017, como se fosse algo relativo aos caminhoneiros.

Em um áudio que também circulou nas redes sociais, o emedebista teria se reunido com 20 supostos caminhoneiros, e só dois identificados como ‘Juninho e Alécio’, e teria ‘debochado’ do preço da gasolina.

Crime

Apesar de não estar tipificado no Código Penal, a prática de criar ou compartilhar as chamadas Fake News pode se tornar crime. Alguns projetos já tramitam no Congresso Nacional que podem render até prisão.

No Senado Federal, uma proposta do senador Ciro Nogueira (PP) estabelece pena de seis meses a dois anos de detenção no caso da simples divulgação de Fake News. Caso essa divulgação seja feita por meio da internet, a pena passa a ser de reclusão de um a três anos. Se a prática visar à obtenção de algum tipo de vantagem, a pena poderá ser aumentada em até dois terços.

Na Câmara dos Deputados o sul-mato-grossense Fábio Trad (PSD) apresentou projeto que criminaliza as ações de ‘criar, divulgar ou compartilhar, por qualquer meio de comunicação social, a terceiros, informação ou notícia falsa que possa modificar ou desvirtuar a verdade sobre pessoa física e ou jurídica, que afetem interesse público relevante’, e estabelece como pena reclusão de dois a quatro anos, além de multa.

Alvo de Fake News, Marun diz que montagens são provas da fraqueza de movimentos

Jornal Midiamax