Vander e Zeca dizem que terceirização acaba com direitos de trabalhadores

Ambos votaram contra o projeto
| 23/03/2017
- 15:28
Vander e Zeca dizem que terceirização acaba com direitos de trabalhadores

Ambos votaram contra o projeto

Os deputados federais petistas por Mato Grosso do Sul, e , disseram nesta manhã de quinta-feira (23) que aprovação do projeto da terceirização acaba com os direitos dos trabalhadores. Eles votaram contra a proposta, mas a matéria foi aprovada na noite dessa quarta-feira (22), na Câmara Federal.

O projeto recebeu 231 votos favoráveis, 188 contrários e formar registradas 8 abstenções. Para Loubet, os trabalhadores sofreram uma dura derrota. “Votei contra, mas mesmo assim agora a terceirização passa a ser irrestrita e atinge até mesmo as atividades-fim, ou seja, banco não vai precisar de bancário, escola não vai precisar de professor, jornal não vai precisar de jornalista, hospital não vai precisar de médico, etc”, lamentou o parlamentar em sua rede social Facebook.

Ele ainda enfatizou que é muito triste essa situação. “Basta contratar uma empresa que subcontrate o trabalhador. Na prática isso significa salários menores (em média 25% menores), mais horas de trabalho por semana (em média 3 horas a mais), menos estabilidade (serão empregos temporários)”.

O deputado finalizou dizendo que o argumento de que a ampliação da terceirização vai criar vagas de emprego é uma ilusão, pois segundo ele, o que cria vagas de emprego é crescimento econômico e não redução de direitos dos trabalhadores.

Zeca do PT, segue a mesma linha do colega de plenário e partido. “É de uma indignação imensa ver este projeto ser aprovado. Isso é ‘rasgar’ a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e acaba com todos os direitos dos trabalhadores conquistados em todos esses anos. Vamos continuar lutando em contra tudo que venha a prejudicar os trabalhadores. Esse governo federal está entregando tudo em nosso país”.

Os dois petistas fizeram um protesto antes da votação do projeto, junto a outros parlamentares, onde seguraram bonecos infláveis no formato de patos. “O trabalhador não pode pagar o pato. Esse projeto do Governo é absurdo e estúpido, quer acabar com a regulamentação da relação de trabalho”, disse Zeca ao explicar sobre a manifestação.

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