Política

Temer se reúne com Mendes fora da agenda e Marun não vê problema em encontro

Disse que eles trataram de reforma política

Diego Alves Publicado em 29/06/2017, às 02h50

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Disse que eles trataram de reforma política

O presidente Michel Temer se reuniu nesta terça-feira (27) à noite, fora da agenda oficial, com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, de acordo com a Globo News.

Entrevistado após a reunião, o deputado federal Carlos Marun disse que não vê problema no encontro.Temer se reúne com Mendes fora da agenda e Marun não vê problema em encontro

Também teriam participado do encontro os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Ainda de acordo com a reportagem, o Planalto confirmou o encontro e disse que eles trataram de reforma política. 

O encontro que não foi divulgado ocorreu na véspera da escolha de Raquel Dodge para a  PGR (Procuradoria-Geral da República) e da sessão do STF sobre a validade da delação da JBS. A sucessão de Rodrigo Janot também teria sido discutida no encontro.

“Eu vejo como absolutamente normal que o presidente da República e o ministro do Supremo, presidente do tribunal superior, conversarem a respeito de temas relevantes para o país, inclusive a reforma política, que é uma necessidade. O parlamento discute isso, o país discute e nós temos que aprovar as novas regras eleitorais nos próximos meses. Então, vejo com absoluta normalidade a realização desse encontro”, disse Carlos Marun (PMDB).

O senador Randolfe Rodrigues (AP), líder da Rede, comentou o encontro e disse que a conversa não foi republicana.

Nota do Planalto: 

“O presidente Michel Temer marcou o jantar com o ministro Gilmar Mendes para discutir Reforma Política. Ao saberem do encontro, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco resolveram participar”.

“Do mais alto mandatário da nação, se espera principalmente que ele não utilize o cargo como habeas corpus. O que ocorre é que hoje o presidente da República utiliza o seu cargo não mais para liderar o país, mas como habeas corpus atrás da imunidade que o cargo possui. Por parte de um ministro do Supremo Tribunal Federal, se espera que ele se abstenha de qualquer contato com alguém, que provavelmente será réu no Supremo Tribunal Federal”, afirmou o senador.

Jornal Midiamax