Política

Sisem e ACP dizem que aguardam convite para discutir reforma do IMPCG

Sindicatos já se posicionaram contra aumento de alíquota

Ludyney Moura Publicado em 24/11/2017, às 13h48

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Sindicatos já se posicionaram contra aumento de alíquota

Após o prefeito Marquinhos Trad (PSD) ter afirmado que o município criou uma comissão para discutir com os servidores a reforma da previdência municipal, os dois maiores sindicatos do funcionalismo público da Capital revelam que ainda não foram chamados a debater com o Executivo e já se posicionaram contra a medida.

“Nós já nos reunimos em Assembleia e encaminhamos ofício (para Prefeitura) com nossa posição contrária a qualquer aumento de alíquota. O servidor não pode pagar a conta de uma má gestão, e não estamos acusando o prefeito A ou B”, disparou o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcos Tabosa.Sisem e ACP dizem que aguardam convite para discutir reforma do IMPCG

O professor Lucílio Nobre, que preside a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), também negou que tenha sido convidado a discutir a reforma da previdência municipal com representantes do Executivo.

“O servidor não aceita mudanças (na previdência) sem debater as propostas com a categoria. Nós pedimos que o prefeito não cometa esse suicídio político de mandar projeto para Câmara sem dialogar”, afirmou Nobre.

Os dois presidentes disseram que o assunto já chegou a ser discutido no Conselho de Servidores no âmbito do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência Social), e que os servidores já se posicionaram contrários à mudanças até que haja uma definição na esfera federal.

Lucílio explica que o aumento da alíquota em âmbito municipal, sem que o Congresso Nacional aprove a medida nacionalmente, pode causar um imbróglio que prejudique o servidor e a própria Prefeitura juridicamente.

Os dois maiores sindicatos dos servidores municipais, Sisem e ACP, esperam que a Câmara dos Vereadores possa propiciar o debate do projeto, caso o Executivo encaminha proposta de reforma sem ouvir as categorias. 

Jornal Midiamax