Política

Rodrigo Maia diz que governo precisa reorganizar base para votar reformas

Presidente da Câmara disse que base de Temer encolheu.

Midiamax Publicado em 03/08/2017, às 19h02

None

Presidente da Câmara disse que base de Temer encolheu.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (3) em São Paulo que o governo necessita recompor sua base de apoio na Casa para aprovar as reformas.

Um dia após a votação que enterrou a denúncia contra o presidente Michel Temer, o deputado falou a jornalistas antes de participar de um encontro promovido pelo banco Goldman Sachs com clientes e investidores.

Numa análise dos cenários de apoio a Temer, Maia afirmou que, em relação a 17 de maio, data do início da crise da JBS, “o governo tem hoje uma base menor”.

No entanto, “se olhar [a situação de] quatro semanas atrás, o governo teve um resultado melhor do que todos projetavam”.

“Agora, se projetar um futuro, você vê que para votar as reformas, principalmente a da Previdência, o governo vai precisar reorganizar a base.”

Nesse processo, disse, ter o PSDB “é muito importante”.

Segundo maior partido da base do governo, o PSDB foi a legenda aliada que deu, proporcionalmente, mais votos contrários a Temer.

“Acho que o ponto chave neste momento é reorganizar com o PSDB”, afirmou o presidente da Câmara.

O Brasil, segundo ele, “precisa que os partidos que têm uma posição parecida em relação ao futuro da economia possam pensar em conjunto”.

“Já passou a denúncia, e é importante que a gente deixe a denúncia para trás e a gente olhe para a frente.”

Maia minimizou os cinco votos de sua legenda, o DEM, que foram contra o Palácio do Planalto. “É uma minoria. Não representa a posição majoritária do partido.”

O deputado disse que falou “rapidamente” com o presidente após a decisão desta quarta-feira (2). “Ele ligou para agradecer pela condução da sessão. Eu disse que era o meu papel.”

Segundo Maia, a partir da próxima semana serão tratados com prioridade na casa os projetos das reformas previdenciária, tributária e política.

Ele também reafirmou a intenção de acelerar a análise de propostas para a segurança pública, “com foco no cidadão, não no fortalecimento das corporações”. 

Jornal Midiamax