Política

Marun diz que interesses comerciais pautam as delações de Joesley

Deputado chamou o empresário de 'mega criminoso'

Midiamax Publicado em 03/09/2017, às 16h39

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Deputado chamou o empresário de ‘mega criminoso’

Integrante da tropa de choque do presidente Michel Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) fez várias críticas, neste domingo (3), a Joesley Batista, dono da JBS, e também à publicação de uma entrevista com o empresário na revista Veja, a mesma que havia dedicado as ‘páginas amarelas’ ao parlamentar sul-mato-grossense. Marun chamou o empresário de “mega criminoso”, disse que interesses comerciais pautam delação e afirmou não haver provas contra Temer.

“É triste que delinquentes que deveriam estar atrás das grades ainda encontrem espaço em nossa imprensa para expressar o seu ‘genuíno’ arrependimento na vã esperança de que os brasileiros se comovam com falsas e chorosas manifestações. Além disto, estas agressivas acusações sem prova ao presidente tem que ser vistas também sob a ótica das nefastas conseqüências que produzem. A realidade é que isto atrapalha o país”, afirmou.

Marun defendeu ainda a revisão do acordo de delação premiada com o empresário. “Joesley Batista está, livre, leve e solto, fazendo uma absurda delação em prestações, onde seus interesses comerciais determinam a hora e a vez das acusações e onde em nenhum momento são levados em conta  os interesses do Brasil. A nação e a democracia têm que saber se proteger e reagir a marginais como este e para tanto não vejo outro caminho que não seja a revisão deste escandaloso acordo de delação premiada e o imediato encarceramento deste réu confesso. No mínimo, por tentativa de obstrução ao Brasil. Espero que a nossa Justiça também chegue rapidamente a esta conclusão”.

O deputado federal está na China. Ele viajou com a comitiva de Temer para participar da 9º cúpula do Brics, bloco econômico formado pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. Marun usou as redes sociais para opinar sobre a entrevista.

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