Marun diz que greve nacional contra a reforma da previdência é democrática

Contudo, ele diz que gostaria de ver questionamentos gerais
| 13/03/2017
- 16:30
Marun diz que greve nacional contra a reforma da previdência é democrática

Contudo, ele diz que gostaria de ver questionamentos gerais

O deputado federal por Mato Grosso do Sul Carlos Marun (PMDB) afirmou nesta manhã de segunda-feira (13) que a greve nacional prevista para o próximo dia 15, quarta-feira, contra a é natural e democrática. Contudo, ele disse que só está vendo manifestações individuais de categorias e deveria ser questionamentos como um todo.

Marun enfatizou que a greve tem cunho político, mas que é normal devido aos parlamentares que não são favoráveis a reforma. “Sem dúvida esta manifestação tem envolvimento político, mas não vejo isso de forma equivocada, pois temos vários colegas que são contra a mudança na previdência. É natural este movimento e eu respeito”.

O parlamentar, que é o presidente da Comissão Especial da reforma que tramita da Câmara Federal, ressaltou que os trabalhos estão correndo normalmente e tudo de forma democrática. “Essa mudança é necessária”.

Marun falou ainda que tem visto, em sua maioria, as pessoas reivindicarem somente sobre o que pode mudar e talvez prejudicar a sua classe somente.

“Temos que analisar esta questão como um todo, pois talvez o que pode parecer melhor para uma categoria pode não ser para a outra. Este é um assunto bastante complexo e tem que ser analisado de forma geral e principalmente pensando nas gerações futuras”, disse Marun.

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) já confirmou que vai participar da greve, por tempo indeterminado, a partir do próximo dia 15. O manifesto faz parte de um movimento nacional contra a PEC 287, a Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional e que, entre outros pontos, muda o tempo de contribuição e aumenta a idade para o trabalhador conseguir a aposentadoria.

A greve geral contra a reforma da previdência foi convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) e sindicatos de vários estados estão aderindo ao movimento. Em Campo Grande são em torno de 300 escolas municipais e estaduais com 12 mil professores. Já em todo estado, são aproximadamente 25 mil professores.

O presidente da Fetems, Roberto Botareli enfatizou, em entrevista anterior que o foco no dia 15 será os deputados federais e senadores, pelo fato de alguns já terem se posicionado a favor da reforma.

O movimento em Campo Gande acontece na quarta-feira (15), na Praça do Rádio Club, em Campo Grande. Organizam o protesto a Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora)..

 

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A informação consta no Diogrande desta segunda-feira

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