Política

Maia garante que continuará reformas de Temer e recebe apoio de partidos

Presidente da Câmara é primeiro na linha de sucessão de Temer

Joaquim Padilha Publicado em 07/07/2017, às 11h11

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Presidente da Câmara é primeiro na linha de sucessão de Temer

Alegando que pretende priorizar a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, e manter a equipe econômica do presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem recebido apoio como próximo substituto do presidente.

O assunto chegou a ser discutido na residência oficial de Maia, em Brasília, segundo a Folha de S. Paulo. O democrata é o primeiro na linha de sucessão de Temer, caso o presidente caia por causa de uma denúncia ou seja afastado.

Com o prosseguimento da denúncia de corrupção passiva apresentada contra Temer pela PGR (Procuradoria-Geral da República), caso o STF (Supremo Tribunal Federal) abra inquérito contra o presidente, Maia assume em seu lugar por 180 dias – e caso Temer seja condenado, serão convocadas eleições indiretas.

A Folha de S. Paulo apurou que o comportamento de Maia tem mudado frente a esse cenário. O democrata deixou de comparecer tanto ao Palácio do Jaburu e ao Palácio do Planalto, residência oficial e sede administrativa do governo Temer. Ele evita, entretanto, se posicionar contra o presidente.

“Não estou tratando disso. O momento é grave e meu papel é garantir a continuação do rito da denúncia e a estabilidade do Brasil”, disse Maia à Folha. Entretanto, a denúncia contra Temer tem ganhado apoio de partidos da base aliada próximos a Maia, como PSD, PP, PSB, DEM e Podemos.Maia garante que continuará reformas de Temer e recebe apoio de partidos

O PSDB também tem demonstrado apoio ao presidente da Câmara. Após uma conversa com Rodrigo Maia, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, disse que o democrata “tem condições” de conduzir a transição do país até as eleições de 2018.

Aliados de Temer têm percebido as movimentações de Maia, diz a Folha, e antecipam outros momentos em que o democrata “traiu” o governo. A traição mais recente foi quando apoiou o nome do deputado Sérgio Zveiter (PMDB), peemedebista que se diz “independente” do governo, para ser relator da denúncia contra o presidente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Jornal Midiamax