Política

Escola Sem Partido será discutida na ALMS, mas Siufi diz se arrepender de projeto

Deputado disse entender ‘erro’ em proposta

Evelin Cáceres Publicado em 15/08/2017, às 15h11

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Deputado disse entender ‘erro’ em proposta

Após a discussão do projeto Escola Sem Partido na Câmara de Campo Grande, os deputados Mara Caseiro (PSDB) e Lídio Lopes (PEN) prometem levar a ideia para ser debatida na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Nesta terça-feira (15), o deputado estadual Paulo Siufi (PMDB) se mostrou contrário à ideia.

Foi o parlamentar quem levou, enquanto vereador, a ideia para a Câmara. “Depois eu fui convencido de que o projeto não agregaria e colocaria professor contra aluno e vice-versa. Esse não é o melhor caminho. Retirei a ideia porque fui convencido, assumi o erro também de não fazer uma audiência pública para discutir o tema”, ponderou.

Siufi explicou ainda que a situação gerou uma polêmica desnecessária e prejudicial. “Na época, acabou favorecendo a roubalheira e nada de obras, construção de casas em Campo Grande. Nem o projeto foi para frente e a cidade andou para trás, com o Bernal (ex-prefeito Alcides Bernal) fazendo uso político, apelidando de Lei da Mordaça”.

Escola Sem Partido

Na capital, o projeto Escola Sem Partido já foi rejeitado no último ano na Câmara de Vereadores, e agora passa por uma reformulação, pelas mãos do vereador Vinicius Siqueira (DEM).Escola Sem Partido será discutida na ALMS, mas Siufi diz se arrepender de projeto

Siqueira afirmou que seu projeto do Escola Sem Partido atualmente está em trâmite na Casa de Leis, e já sofreu um parecer negativo da procuradoria jurídica da Câmara.

O Programa Escola sem Partido é uma proposta de lei que torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz afirmando que os professores não podem promover os próprios interesses, opiniões, preferências ideológicas ou religiosas; não poderá fazer propagandas partidárias. Nem favorecer ou prejudicar os alunos por seus posicionamentos.

Além disso, prevê também apresentação de todas as correntes ideológicas sobre os assuntos; preservação dos direitos dos pais sobre a preservação moral dos alunos e assegurar que nenhum terceiro use a sala de aula para esses fins. Essas ‘diretrizes’ teriam, com a Lei, que serem afixadas em cartaz nas salas de aula. 

Jornal Midiamax