Política

Deputado quer reapresentar projeto de proibição da pesca do Dourado em 2018

Projeto foi rejeitado em ‘voto de Minerva’

Evelin Cáceres Publicado em 08/06/2017, às 14h20

None

Projeto foi rejeitado em ‘voto de Minerva’

Deputado estadual, Beto Pereira (PSDB) quer reapresentar em 2018 o projeto de lei que proíbe a pesca do peixe Dourado por oito anos, informou o parlamentar nesta quinta-feira (08). A ideia foi rejeitada nesta quarta-feira (07) na Casa, após o presidente Junior Mochi (PMDB) rejeitar a proposta em ‘voto de Minerva’, após empate de oito votos favoráveis e oito contrários.Deputado quer reapresentar projeto de proibição da pesca do Dourado em 2018

 “Estamos discutindo com comunidade científica, ambientalista. A questão que defendo é técnica e em favor do meio ambiente. Não desisti”, afirmou Pereira.

Herculano Borges (SD) afirmou que vai reformular a proposta, permitindo a pesca dentro de um intervalo entre a medida mínima e medida máxima de tamanho do peixe), a ser definida futuramente. “Proibir pode trazer desequilíbrio ecológico. Vamos tentar apresentar com as medidas e tem que escutar quem mora na beira do rio”.

A Câmara de Coxim até emitiu um requerimento com moção de repúdio ao projeto. Para a rejeição, foi determinante o voto de Junior Mochi (PMDB), que já foi prefeito da cidade.

Ao proferir seu voto, Mochi citou um levantamento apresentou por Herculano Borges (SD), que levou até os colegas um estudo feito pela Embrapa e Imasul que, disse ele, contraria a afirmação de extinção da espécie e propunha uma espécie de intervalo de captura do Dourado nos rios do Estado.

Com plenário cheio de pescadores profissionais que também eram contra a matéria, Beto Pereira agradeceu os votos favoráveis e destacou que ‘esperava’ que a Casa tenha tomado a melhor atitude.

Votaram contrários, além de Mochi, os deputados petistas Cabo Almi, João Grandão, Pedro Kemp e Amarildo Cruz, os peemedebistas Paulo Siufi e Antonieta Amorim, Mauricio Picarelli (PSDB) e Herculano Borges.

Além de Beto, foram favoráveis os tucanos Rinaldo Modesto, Mara Caseiro e Flávio Kayatt, George Takimoto (PDT), Renato Câmara (PMDB), Coronel David (PSC) e Paulo Corrêa (PR).

Jornal Midiamax