Política

Vereadores discutem salários de professores ficam surpresos com saída de Lula

Na Câmara, assunto só virou pauta após liminar

Evelin Cáceres Publicado em 17/03/2016, às 14h59

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Na Câmara, assunto só virou pauta após liminar

Os vereadores da Câmara de Campo Grande ignoraram a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro chefe da Casa Civil durante a sessão desta quinta-feira (17) até o momento em que a posse foi suspensa por liminar.

Herculano Borges (SD) usou a tribuna para fazer o anúncio da decisão do juiz federal Itagiba Catta Preta Neto e a maioria dos vereadores se mostrou surpresa com a notícia. Muitos comemoraram junto com os visitantes, que aplaudiram o anúncio. Outros não demonstraram qualquer reação.

O professor Lucílio Souza Nobre, representante da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação) quer reduzir o prazo dado pela categoria de 40 para dez dias. “O prefeito Bernal disse que não tem condições de cumprir por questões financeiras. Mas não dá para admitir, pois isso significa descumprimento da lei”.

Paulo Siufi (PMDB) alfinetou o prefeito, afirmando que Bernal teria prometido exonerar comissionados para diminuir a folha de pagamento e que não tomou nenhuma atitude até agora.

Chiquinho Telles (PSD) relembrou discurso de Paulo Pedra quando era vereador. “O Pedra vivia dizendo que prefeitura tinha sim dinheiro para pagar o piso e agora mudou completamente o discurso”.

Luiza Ribeiro defendeu que havia dinheiro na gestão de Bernal, mas que Olarte fez ‘um limpa’ nos caixas da Prefeitura. “Faço questão de integrar a comissão da ACP para cumprimento do piso salarial” e foi atacada por Siufi e Carla Stephanini (PMDB), questionada sobre os comissionados e para onde teria ido o saldo positivo da prestação de contas da administração municipal.

Vaiado, Herculano Borges disse que o movimento da ACP foi politizado e acabou vaiado pela categoria. “Quero deixar claro que estava falando de muitos que vinham à Câmara reivindicar e depois assumiram cargos em secretarias, deixando de lado a categoria”.

O presidente João Rocha (PSDB) anunciou que os vereadores da Comissão de Educação da Casa irão fazer parte das reuniões entre ACP e Prefeitura para tentarem o cumprimento da lei. 

Jornal Midiamax