Política

Reinaldo diz que ‘lugar de corrupto é na cadeia’ ao comentar Lama Asfáltica

‘Estão passando o Brasil a limpo’, defendeu

Evelin Cáceres Publicado em 10/05/2016, às 14h26

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‘Estão passando o Brasil a limpo’, defendeu

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) comentou nesta terça-feira (10) a ação da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul com a segunda fase da Operação Lama Asfáltica e declarou que “lugar de corrupto é na cadeia”, quando questionado sobre buscas e apreensões na casa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) e outros 15, que foram presos.

O comentário foi feito durante o lançamento da Caravana da Saúde em Campo Grande. “A operação buscou documentos referentes a 2007 e 2008 na Agesul. O Brasil está sendo passado a limpo e aqui no Estado não é diferente. Não quero fazer julgamento de ninguém, mas aquele que comete algum desvio de recurso público em qualquer nível tem que pagar pelo erro e devolver os recursos para o erário público. Isso é função da polícia e lugar de corrupto é na cadeia”.

Reinaldo defendeu o fortalecimento dos órgãos de fiscalização como Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União, Receita Federal, Polícia Federal. “As operações têm que continuar em todos os níveis. É o momento em que podemos mostrar que quem ousa roubar o dinheiro público tem que pagar. Ou sendo preso, ou de qualquer outra maneira”.

A Polícia deflagrou a segunda fase da Operação Lama Asfáltica – Fazendas de Lama nesta terça em conjunto com a Controladoria Geral da União e Receita.

Com um efetivo de 201 policiais federais, 28 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão temporária, bem como 24 mandados de sequestro de bens de investigados.

As medidas estão sendo cumpridas nos municípios de Campo Grande/MS, Rio Negro/MS, Curitiba/PR, Maringá/PR, Presidente Prudente/SP e Tanabi/SP. As investigações s em referência a procedimentos utilizados pelos investigados na aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

Jornal Midiamax