Política

‘Raiz: Movimento Cidadanista’ pode ser o 36º partido no Brasil

Em Mato Grosso do Sul ex-petista encabeça movimento

Ludyney Moura Publicado em 09/08/2016, às 13h32

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Em Mato Grosso do Sul ex-petista encabeça movimento

Apostando em uma prática baseada em princípios oriundos de comunidades africanas e povos indígenas sul-americanos, o Raiz – Movimento Cidadanista pode ser o 36º partido político no Brasil. Em Mato Grosso do Sul um dos condutores da legenda é o ex-deputado petista Semy Ferraz.

Semy, que deixou o PT há dois anos, revela que três princípios básico norteiam o pensamento da legenda.  “O Ubunto, que Mandela (ex-presidente sul-africano Nelson Mandela) para pacificar a África do Sul, deixando de lado o individualismo e pensando coletivamente. O Teko Porã, que partiu da experiência de povos indígenas e que os Guaranis traduzem por ‘vivem bem’, e o ecossocialismo, baseado na sustentabilidade e preservação do meio ambiente”, explica.

Com um grupo de apoiadores nas duas maiores cidades do Estado, o braço do Raiz em Mato Grosso do Sul espera coletar 6.384 assinaturas até abril de 2017, e vai começar a se mobilizar a partir do próximo dia 13, sábado. “Vamos fazer coleta de assinaturas no Calçadão da Barão com a Rua 14 de Julho, a partir das 10h”, revela Semy.

Para nascer oficialmente, o novo partido precisa ter apoio (assinatura) de 487 mil eleitores em todo o país. Entre os apoiadores do movimento, que começou a ser discutido no Fórum Social Mundial (que aconteceu no início de 2015 em Porto Alegre, RS), estão  a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, hoje no PSOL, e o religioso e escritor Frei Beto.

Semy conta que desde que deixou o PT não conseguiu encontrar um novo partido para militar politicamente, e critica a realidade de muitas siglas, que para ele funcionam apenas como ‘legendas de aluguel’.

 “Em nossa representação política os partidos representam tem dono e representam interesses pessoais. Isso desmotiva as pessoas a militar na política. A Raiz parte do princípio de repensar a atuação política e m cima dos erros cometidos tanto pela esquerda quanto pela direita”, pontua.

O novo partido quer estar apto para disputar as eleições de 2018, mesmo sem um expoente de ‘representatividade’, uma vez que Erundina já deixou claro que não pretende disputar as eleições por ter 81 anos de idade.  Semy finaliza pontuando que a legenda pensa em atrair a juventude, hoje descrente com a política, e apresentar políticas que defendam minorias carentes de apoio. 

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