Política

Presidente do PROS diz que casal Olarte assinou desfiliação na cadeia

Ambos estão presos desde o último dia 15

Midiamax Publicado em 08/09/2016, às 15h36

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Ambos estão presos desde o último dia 15

O ex-prefeito Gilmar Olarte e sua esposa Andreia Olarte, ambos até então pertencentes ao partido PROS, estão sem partido. O casal está preso na cadeia desde o último dia 15 e isso vem causando transtorno para a sigla. Dessa forma, eles foram convidados a deixarem a legenda e assim assinaram a carta de desfiliação.

Esta informação foi dada pelo presidente municipal do PROS, Abraão Malulei. Segundo ele, a oficialização do casal fora do partido foi feita no último dia 30. “Nós conversamos via advogados deles e do partido, sobre a situação do partido com a prisão deles e fizemos o convite para que se desfiliassem e eles aceitaram”.

O representante da legenda explicou que muitos filiados já estavam incomodados em ter que dar explicações sobre as prisões. “Por mais que eles não estejam julgados até o momento e sim investigados, o fato de serem identificados com o nosso partido estava gerando uma séria de questionamentos aos demais filiados. Toda essa situação é particular deles e não em nada a ver com o partido, mas mesmo assim vinham perguntar pra gente sobre o caso. Não temos que dar explicações sobre um ocorrido de outras pessoas”.

Ainda segundo Malulei, o advogado do partido foi até o local onde estão e pegou a assinaturas deles. “Eu deixei para nosso advogado resolveu e ele, em contato com os advogados d casal, foi até onde eles estão presos e pegou as assinaturas. Agora não mais fazem parte do PROS”.

Também segundo o representante do PROS em Campo Grande, as cartas já forma enviadas para o partido em Brasília. "Enviamos para nossos representantes nacionais pelo fato deles terem sido responsáveis pelo convite ao casal. Agora eles informarão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que seja atualizado no sistema". Ao ser questionado sobre a renúncia de Gilmar Olarte, que ocorreu nesta quinta-feira (8), o presidente afirmou que nem sabia da informação, que é jurídica e não tinha o que comentar.

Renúncia

A carta de renúncia de Gilmar Olarte foi levada e protocolada por seu advogado Jail Azambuja nesta quinta-fera (8) na Câmara de Campo Grande, na qual ele renuncia aos cargos de prefeito e de vice-prefeito, ambos exercidos pelo ex-companheiro de chapa de Alcides Bernal (PP).

Jail explicou que este era um assunto que vinha sido tratado há algum tempo com Olarte e que tomou forma após a sua prisão durante a Operação Pecúnia. “Com isso, esperamos que os processos se encaminhem para o primeiro grau, já que ele não tem mais foro privilegiado”.

Processos

Olarte responde por uma ação penal sobre a investigação da Operação Adna de 2014, que ‘descortinou’ articulações de 'irmãos de igreja' para suposto esquema que teria levantado R$ 900 mil em empréstimos com agiotas mediante a promessa de vantagens na Prefeitura.

Salem Pereira Vieira, Gilmar Olarte e Ronan Edson Feitosa de Lima, principais implicados no suposto esquema eram todos membros da Assembleia de Deus Nova Aliança (ADNA) do Brasil, à época em que os delitos teriam sido cometidos.

Nos outros dois procedimentos, Operação Coffee Break e Operação Pecúnia, Olarte é denunciado. Na Coffee Break, o Ministério Público do Estado denunciou ao Tribunal de Justiça 24 pessoas por suposta associação criminosa, corrupção passiva e ativa. A Justiça ainda não determinou se acata ou rejeita a denúncia do órgão.

Na Operação Pecúnia, Olarte, a esposa Andreia Olarte e outros dois empresários são investigados por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Eles comprariam imóveis do casal em nome de terceiros para esconder os bens dos mesmos. Eles forma presos em regime temporário e depois transformado em prisões preventivas.

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