Política

Os três senadores de MS votaram pela continuidade do impeachment de Dilma

Julgamento final deve ocorrer até o final deste mês

Midiamax Publicado em 10/08/2016, às 11h56

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Julgamento final deve ocorrer até o final deste mês

Os três senadores de Mato Grosso do Sul votaram pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Roussef (PT). A senadora Simone Tebet, do PMDB e o senador Waldemir Moka, do mesmo partido, já haviam votado pela continuidade do processo na anteriormente. Já o senador Pedro Chaves, do PSC, votou pela primeira vez, após ele assumir a vaga do senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido – MS).

A votação ocorreu já na madrugada desta quarta, por 59 votos a 21, na qual o plenário do Senado aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que julga procedente a denúncia contra a presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Dilma agora vai a julgamento final pelo plenário do Senado, que deve ocorrer no final deste mês.

Chaves esclareceu que, diante da denúncia que atribui à presidente responsabilidade pela contratação ilegal de operações de crédito, bem como pela abertura de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional, causou a crise política e econômica, sem precedentes, que se instalou no Brasil.

“Com serenidade e com a consciência tranquila, concluí que a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade, contrariando os preceitos constitucionais, conforme provas levantadas pela Comissão Especial do Impeachment”, disse o senador.

Moka destacou que os aliados da presidente afastada Dilma Rousseff têm insistido em um discurso desconexo, despropositado e desrespeitoso, chamando de “golpe” esse procedimento legítimo, constitucionalmente perfeito.

“O processo contra a presidente afastada tem sido de rigor constitucional digno de elogios. Tanto é verdade que é a quarta vez que sou chamado a votar nesse processo: votei duas vezes na comissão especial do impeachment, da qual faço parte, e duas vezes no plenário desta Casa, contando com a de hoje [quarta-feira], podendo chegar a cinco votações. Que golpe é esse que faz com que um senador da República seja chamado quatro e possivelmente cinco vezes para avaliar a conduta de um chefe do Executivo?”, indagou o senador peemedebista.

“Não estamos a julgar a honra, o caráter ou o gênero da chefe do Poder Executivo e sim a conduta irresponsável e arbitrária dela, cujos atos atentaram contra a Constituição. Concluo essa manifestação sobre meu voto, favorável ao julgamento da presidente afastada”, reiterou Moka.

A senadora Simone Tebet, que compõe a comissão especial de impeachment, destacou que o país está em sua maios crise já vista. “Depois de mais de 200 horas tenho a mesma conclusão que tive na admissibilidade. Os fatos existiram, os decretos e as pedaladas. A autoria se faz presente, da senhora presidente da república, por ação e por omissão dolosa e mais, esses fatos foram ilegais e estão enquadrados em crime de responsabilidade. Estamos na maior crise política, econômica e social já vista no país e é por tudo que acho que a presidente deve ir a julgamento”.

Os falas foram retirados de trechos dos pronunciamentos dos senadores na sessão que terminou nesta madrugada.

Jornal Midiamax