Política

“Não estou aqui para ser chamada de golpista”, diz SimoneTebet em comissão do impeachment

Simone Tebet também criticou o aumento do número de desempregados

Clayton Neves Publicado em 03/05/2016, às 22h19

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Simone Tebet também criticou o aumento do número de desempregados

A senadora Simone Tebet (PMDB) rebateu os especialistas indicados pelo governo para falar na Comissão do Impeachment nesta terça-feira (3). “Não estou aqui para fazer pegadinha nem aceito ser acusada de golpista”, disse Simone. O ex-presidente da OAB, Marcelo Lavenère, e os professores de Direito, Ricardo Lodi Ribeiro e Geraldo Luiz Mascarenhas Prado alegaram que não houve crime da presidente da República.

A senadora Simone Tebet (PMDB) rebateu o argumento dos governistas de que o processo de impeachment não poderia prosseguir porque as contas da presidência de 2015  ainda não foram rejeitadas pela Comissão Mista de Orçamento nem pelo Legislativo.

Segundo Simone, são duas ações independentes e a Constituição e a Lei do Impeachment deixam claro que o processo é um julgamento político-jurídico. Para ela, apesar de a denúncia contra a presidente Dilma ter se restringido aos fatos ocorridos em 2015, os indícios de irregularidades estão claros.

“Hoje, nós vemos indícios de crime em relação a pelo menos dois dos seis decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso e em relação às pedaladas do Plano Safra”, comentou.

Simone Tebet também criticou o aumento do número de desempregados. Para ela, a estagnação econômica, o desemprego e a alta da inflação são resultado das ações desde o mandato anterior da presidente Dilma.

“Em três meses, nós saímos de 9 milhões de desempregados para mais de 11 milhões. Isso é extremamente grave”, lamentou.

Jornal Midiamax