Política

‘Na moda’, condução coercitiva para advogado é ironizada por deputado

CPI do Cimi quer que advogado indigenista deponha 

Evelin Cáceres Publicado em 10/03/2016, às 16h05

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CPI do Cimi quer que advogado indigenista deponha 

A CPI do Cimi aprovou a possibilidade de condução coercitiva do advogado indigenista Luiz Henrique Eloy Amado para depor na CPI e a medida foi ironizada pelo deputado Pedro Kemp (PT) nesta quinta-feira (10). A mesma medida foi tomada para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestasse depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato. 

“É um exagero e não tem o menor sentido. O advogado tem um habeas corpus que dá a possibilidade a ele de não responder a nada. Então não tem a menor utilidade trazê-lo para que ele fique calado”.

Para a presidente da CPI, deputada Mara Caseiro (PSDB), a condução poderá ser feita na semana que vem. “Não decidimos se vamos mesmo fazer, mas está aberta a possibilidade, com anuência da Comissão”.

Caso aconteça, a polícia vai até a casa do advogado e o leva para depor na Assembleia. Como ele representa o Cimi, tem o direito, pelo sigilo profissional, de não responder a todas as perguntas.

A justificativa para a condução é que a CPI não consegue notificá-lo, apesar do advogado atuar na CPI do Genocídio e estar sempre presente na Assembleia, segundo confirmaram assessores. No caso do ex-presidente, o juiz federal Sérgio Moro, que está à frente da Operação Lava Jato, justificou o pedido para evitar tumulto e proteger Lula.

Jornal Midiamax