Política

MPE-MS pede bloqueio de R$ 10 milhões em bens de procurador preso

Ele e a esposa são alvo da Operação Midas

Jessica Benitez Publicado em 27/10/2016, às 19h28

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Ele e a esposa são alvo da Operação Midas

O MPE-MS (Ministério Público Estadual) ingressou ação em primeira instância pedindo o sequestro de bens e valores em R$ 10 milhões do procurador jurídico da Câmara Municipal, André Scaff, bem como de sua esposa, Karina. Ele está preso desde o último dia 8 por haver indícios de que o servidor seria o elo para contratos entre a Casa de Leis e a Prefeitura. Ação fez parte da Operação Midas.

Agora o MPE-MS justifica o pedido de bloqueio alegando que assim “é possível garantir a reparação de danos, evitar o enriquecimento sem causa e recuperar o dinheiro oriundo de ilícito”. Ainda conforme os autos, durante a primeira fase da investigação ficou evidente que o casal tem dezenas de imóveis “e enriquecei ilicitamente em razão de corrupção”.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), após diversas diligências, teria se constatado que na condição de servidor público, inúmeras vezes, o procurados recebeu milhões de reais provenientes de pagamentos ilícitos, possivelmente de empresas que possuíam contratos junto à administração pública.

Relatório do Gaeco mostra ainda que foram identificadas inúmeras remessas, sem justificativas, de recursos para as contas bancárias do investigado, cujo total alcançou montante superior a R$ 3,5 milhões, além de mais R$ 3.045.325,31 em depósitos não identificados.

A Operação Midas teve sua primeira fase deflagrada em maio deste ano e seu objetivo é a apuração da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade documental.

Scaff, que foi secretário de Finanças na gestão do ex-prefeito Gilmar Olarte (sem partido) teria em seu nome cerca de 96 propriedades, de bens imóveis, acervo considerado incompatível com a renda auferida na condição de servidor público, o que indicaria que o acréscimo patrimonial seria proveniente de corrupção e improbidade administrativa.

Jornal Midiamax