Política

‘Mimimi’: após queda de Dilma, Bolsonaro e dilmista de MS trocam farpas

Marcelo leva troco depois ironizar manifesto anti-Dilma

Celso Bejarano Publicado em 02/09/2016, às 12h13

None
sobrinho_zeca_-_eduardo_bonsonaro.jpg

Marcelo leva troco depois ironizar manifesto anti-Dilma

O filho do deputado federal Jair Messias Bolsonaro, o polêmico deputado Bolsonaro, do Rio de Janeiro, Eduardo Bolsonaro, deputado estadual, por São Paulo, ambos do PSC, recorreu às redes sociais para tirar onda no candidato a vereador em Campo Grande pelo PC do B Marcelo Heitor, sobrinho do ex-governador Zeca do PT. A queda de Dilma motivou a zoada.

Ano passado, em março, mês que a então presidente Dilma sofreu protestos pelo Brasil afora, o sobrinho de Zeca gravou um vídeo em que ironiza à exaustão os manifestantes.

Ele diz, entre outras coisas, que a “Dilminha tá lá”, que é “delicioso ganhar da direitinha”, e ainda que “Lulinha vem aí em 2018”.

O contra-ataque do filho de Bolsonaro surge em tom mais alto, um dia depois do impeachment de Dilma, nesta quinta-feira (1). O deputado estadual gravou um vídeo, por meio do celular, andando num corredor e dizendo “Bom dia, Campo Grande, bom dia Cidade Morena”, expressões semelhantes às gravadas ano passado pelo sobrinho de Zeca, que falou de dentro de um carro em movimento.

No entanto, o apelo do Bolsonaro filho foi maior: ele diz que “quem rouba tem de ir para a cadeia” e deixa a entender que Dilma e Lula, agora, sem o poder “tem de trabalhar”.

Em resposta, Marcelo Heitor chamou o filho de Bolsonaro de “Bobonaro Filho” e disse acreditar que a motivação do vídeo é a “vitória via golpe, que é amarga e sofrida”.

Marcelo afirma ainda: “E as pessoas procuram alguém para descarregar essa frustração” e "que quem gosta de mamar nas tetas públicas, como o deputado federal afirmou no vídeo, é a família de Bolsonaro, que tem dois deputados federais, um estadual e um vereador.

Marcelo Heitor, além de sobrinho de Zeca do PT, deputado federal, é filho do prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda e quer ser vereador, em Campo Grande.

Segue Marcelo: “nós não temos essa síndrome de vira-lata que nem vocês. Nós aceitamos o golpe, sem chororô e sem mimimi. Vamos formar trincheira nesse governo golpista de vocês lá e em 2018 a gente vai se enfrentar nas urnas, que vocês tanto têm medo, e vamos recontar essa história”,

Jornal Midiamax