Política

Hospedagens suspeitas deixaram empresário de Campo Grande na mira da Lava Jato

Investigação aponta três encontros 'suspeitos' em estabelecimento

Jessica Benitez Publicado em 26/09/2016, às 20h20

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Investigação aponta três encontros 'suspeitos' em estabelecimento

Três hospedagens do empresário campo-grandense Thiago Nunes Cance, um dos proprietários da Move Club e da antiga Woods, no hotel Mercure Pinheiros em 2010 chamaram atenção da Polícia Federal para o nome dele durante investigação da 35ª etapa da Operação Lava Jato, denominada Omertà.

Conforme apuração, das três estadias, duas foram acabaram no mesmo dia da entrada, fato que dá ainda mais enfase à suspeita de que a utilização do local foi feita unicamente para receber os recursos ilícitos a ele destinados. 

O empresário é filho de Aurélio Cance, ex-diretor de Planejamento da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A), que atua no interior paulista, e que chegou a ser condenado por corrupção, formação de quadrilha e fraude em licitação, pode estar envolvido no pagamento de propina desviada de obras públicas.

O nome de Thiago estava em meio a documentos recuperados dos arquivos da delatora Maria Lúcia Tavares, do Departamento Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado de 'departamento da propina', em referência entregas de recursos ilícitos em espécie.

A Lava Jato afirma que “em outros casos de corrupção e lavagem de ativos, a realização de encontros e reuniões em hotéis é prática comum entre os envolvidos, utilizando o local como forma de inviabilizar a descoberta das tratativas e da entrega de recursos em espécie”.

Thiago Cance é sobrinho de André Luis Cance, ex-secretário estadual de fazenda da gestão de André Puccinelli, e que chegou a ser preso durante as Operação Lama Asfáltica, também suspeito de desviar recursos públicos.

Omertà

A nova fase da Lava Jato, chama de Omertà, apura práticas dos crimes de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, Palocci teria atuado como intermediário do grupo político do qual faz parte perante o Grupo Odebrecht, um das maiores construtoras da América Latina.

“Há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas diversas áreas de contratação com o Poder Público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos”, informou nota da PF.

Por determinação do juiz federal Sergio Moro, Palocci e outros acusados tiveram R$ 128 milhões em bens bloqueados pela Justiça, valor que indicado em planilha que supostamente registra os valores de propina que estavam sob a gestão do ex-ministro. A medida atinge contas e investimentos bancários dos investigados. Desse total, Palocci teria recebido R$ 6 milhões.

Ao expedir a ordem de prisão do ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff, Moro afirmou que possuía provas de que Palocci teria coordenado repasses de propinas da Odebrecht para o PT.

Aproximadamente 180 Policiais Federais e Auditores Fiscais estão cumprindo as determinações judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Ao todo, as equipes policiais estão cumprindo 45 ordens judiciais, sendo 27 mandados de busca e apreensão, 3 mandados de prisão temporária e 15 mandados de condução coercitiva. (Com informações do Estadão)

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