Política

Gaeco busca documentos na Câmara e quatro são ouvidos em Rio Brilhante

Todos foram conduzidos coercitivamente ao MPE 

Evelin Cáceres Publicado em 24/02/2016, às 12h29

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Todos foram conduzidos coercitivamente ao MPE 

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realiza nesta quarta-feira (24) uma operação em Rio Brilhante, distante 158 quilômetros de Campo Grande. Desde as 6h, o Grupo está na Câmara Municipal recolhendo objetos e documentos. Também foram levadas quatro pesssoas em condução coercitiva para a sede do Ministério Público Estadual da cidade. 

Em nota, o Ministério Público não informou sobre o que se trata a operação. Mais de 30 policiais estão na cidade cumprindo os mandatos e somente o nome do presidente da Câmara, Sérgio Rigo, foi confirmado entre os ouvidos no órgão nesta manhã. 

No ano passado, o órgão começou a apurar irregularidades que teriam ocorrido entre 2013 e 2014, durante a gestão de Dejair Gomes, o Totinha, como presidente da Câmara. O problema com os pagamentos indevidos teria ultrapassado a gestão e também seria articulado pelo atual presidente, Sérgio Carlos Martins Rigo. Ambos também teriam negociado a eleição da mesa diretora da Casa.

Também estariam envolvidos o ex-primeiro secretário Aguinaldo Lima Pereira (PPS) e o ex-segundo secretário, Giancarlo Mariano da Rocha (PPS), segundo as investigações ocorridas no ano passado. Ao todo, em dois anos, os quatro teriam recebido indevidamente mais de R$ 500 mil juntos. 

Na cidade, pessoas se acumulam na Câmara para ver a movimentação do Gaeco, que marcou coletiva para o fim desta manhã no local. 

Confira a nota, na íntegra, do Ministério Público:

"O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO/MS), órgão investigativo vinculado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, e a Promotoria de Justiça de Rio Brilhante, com atribuição no Patrimônio Público, deflagraram operação nesta quarta-feira (24/2/2016) na cidade, em cumprimento aos mandados de busca e apreensão de coisas e documentos na Câmara Municipal e condução coercitiva de pessoas, expedidos pelo Poder Judiciário daquela Comarca, atendendo ao pedido efetuado pelo Ministério Público Estadual."

(Colaborou Maikon Júnior, do Rio Brilhante em Tempo Real). 

Jornal Midiamax