Política

Ex-secretário de MS e ex-ministro, Paulo Bernardo é preso pela PF

Ele foi secretário de fazenda na gestão Zeca do PT

Midiamax Publicado em 23/06/2016, às 10h12

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Paulo Bernardo. Foto: André Dusek/Estadão

Ele foi secretário de fazenda na gestão Zeca do PT

 Ex-secretário de fazenda de Mato Grosso do Sul, na gestão de Zeca do PT, ex-ministro do Planejamento na gestão de Lula (PT) ex-ministro das Comunicações no governo Dilma Rousseff (PT), o petista Paulo Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (23), em Brasília.

A ação faz parte da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Operação Lava Jato em São Paulo. A informação é do Jornal Estado de São Paulo.Ex-secretário de MS e ex-ministro, Paulo Bernardo é preso pela PF

Bernardo foi o secretário de Fazenda na gestão do ex-governador Zeca do PT, ou seja, era o homem que comandava a arrecadação e pagamentos de contas do governo petista.

De acordo com a publicação nacional, a ação decorre de fatiamento que ocorreu na investigação que estava no STF (Supremo Tribunal Federal) onde estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Também segundo a reportagem, a ação é conjunta da PF com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, que apura o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, na ordem de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG.

Há indícios, de acordo com a PF, de que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados, interessados na concessão de crédito consignado.

“Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG por meio de outros contratos – fictícios ou simulados”, afirma a PF em nota.

O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a documentação arrecadada na 18ª fase da Lava Jato, conhecida como Pixuleco II, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas.

Em maio deste ano, o ex-ministro, a senadora e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, de Curitiba foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República. Paulo Bernardo e Gleisi foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O inquérito policial concluiu que os dois receberam R$ 1 milhão de propina de contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobrás. O valor foi utilizado para custear as despesas da eleição dela ao Senado em 2010.

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