Política

Ex-secretária de Puccinelli só deixa cargo quando ministra Kátia Abreu sair

PMDB anunciou que entregaria cargos

Jessica Benitez Publicado em 22/04/2016, às 18h17

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PMDB anunciou que entregaria cargos

A ex-secretária Estadual de Assistência Social do ex-governador André Puccinelli (PMDB), Tânia Mara Garib, recuou do discurso inicial e alega que só vai deixar cargo no governo Federal quando a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, também sair. Logo após rompimento do PMDB com o PT ela chegou a dizer que colocaria seu função à disposição. Na ata de rompimento um dos compromissos firmados pela cúpula peemedebista era de entregar todos os espaços ocupados até então pelo partido na esfera federal.

“Saio com a ministra. Fui convidada por ela e deixo junto com ela a hora que ela deixar”, disse ao Jornal Midiamax. No começo do ano Tânia assumiu a secretaria nacional de Interlocução e Mobilidade Social do Ministério da Agricultura a convite da própria titular da pasta.Ex-secretária de Puccinelli só deixa cargo quando ministra Kátia Abreu sair

No último dia 12 ela foi designada pela secretária-executiva Maria Emília Jaber para exercer o encargo de Substituta do Secretário, código DAS 101.6, da Secretaria do Produtor Rural e Cooperativismo, “nos seus afastamentos e impedimentos legais ou regulamentares, sem prejuízo das atribuições que atualmente ocupa”, descreveu a publicação no Diário Oficial da União.

Caso – No dia 1° de abril o senador Waldemir Moka (PMDB) explicou que havia conversado com a correligionária e ela mesma teria o autorizado a confirmar saída do cargo. Logo depois a secretária informou que havia pedido audiência com Kátia para que junta tomassem decisão. “Ela me convidou e juntas tomaremos a decisão. Sou leal”, disse à época.

Agora ela sai quando a ministra também deixar o Ministério, sendo essa uma das possibilidade caso o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), seja aprovado no Senado.

Quanto à permanência da petista no comando do País, Tânia preferiu não opinar. “Está querendo demais. Não tenho bola de cristal”, respondeu e em seguida completou “no Senado é muito diferente. Melhor aguardar”.

Jornal Midiamax