Política

Ex-líder de prefeito revela ‘como Bernal consegue afastar aliados’

"Hoje ele é o retrato do isolamento político”

Jessica Benitez Publicado em 02/08/2016, às 21h43

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"Hoje ele é o retrato do isolamento político”

O vereador e pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande, Marcos Alex (PT), revelou como o atual prefeito Alcides Bernal (PP) afasta aliados. Ele foi líder do Executivo na Câmara Municipal até a cassação, em março de 2014, e assegura que a base aliada está esvaziada pela falta de respaldo e autonomia por parte do gestor.

“O que me levou a ser candidato foi justamento o Bernal como prefeito, porque não é possível uma pessoa dessa como prefeito, não tem como aceitar. O cara não ouve, não dá espaço para contribuição, ter sido líder foi uma experiência frustrante”, disse ao Jornal Midiamax.

Tanto que ele garante que se Bernal tivesse ouvido 10% de tudo que tentou orientá-lo no período de CPIs (Comissão Parlamentar Inquérito) não haveria cassação. Durante a primeira fase da gestão o PT ocupou duas grande pastas: Secretaria de Assistência Social e Secretaria Infraestrutura, Transporte e Habitação, com Thais Helena e Semy Ferraz nos comandos, respectivamente.

Mesmo assim, segundo Alex, não havia autonomia, tudo tinha que ser do jeito que o prefeito queria. “Ele nunca aceitava nada ou só fingia que aceitava”. Por isso, conforme o vereador, quando Bernal retornou ao comando da cidade, em agosto do ano passado, o PT decidiu deixar a base aliada.

“Votamos contra o afastamento, tentamos influenciar positivamente a administração, mas se estivéssemos lá não seríamos aliados de conveniência, como se fossemos cãozinhos domesticados dizendo amém para tudo”. O fato de o PPS não ter escolhido firmar aliança com o PP também foi apontado pelo petista. “Não conseguir agregar uma companheira como a Luíza (Ribeiro)? Hoje ele é o retrato do isolamento político”.

Jornal Midiamax