Política

Erro dá nova chance a ex-assessor de Olarte em ação dos cheques em branco

Mais 15 dias para alegações finais

Jessica Benitez Publicado em 20/09/2016, às 17h42

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Mais 15 dias para alegações finais

O ex-assessor do ex-prefeito Gilmar Olarte (sem partido), Ronan Feitosa, tem mais 15 dias para apresentar alegações finais à ação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em que é réu junto com Olarte. O novo e derradeiro prazo foi dado porque ele não nomeou advogado, como determinou o desembargador Luiz Claudio Bonassini e, por isso, a Justiça o fez com defensor público. Os custos devem ser pagos por ele, segundo decisão proferida nessa segunda-feira (19).

O advogado de Ronan renunciou ao caso e o réu teve prazo para escolher outro, porém não o fez. Bonassini explicou que sem as alegações finais não é possível dar andamento ao processo, sendo assim defesa pública foi escolhida, “ficando o mesmo responsável ao pagamento dos honorários advocatícios cabíveis, em prol da Defensoria Pública”.

O mesmo vai ocorrer com o também réu Luiz Márcio Feliciano, contudo, conforme diz o despacho do desembargador, a publicação no Diário da Justiça saiu incompleta, sem o nome do novo advogado. “De tal forma, determino: a intimação do advogado Luiz Eduardo Motta para, em 15 dias, apresentar as alegações finais de seu constituinte”, sob pena de abandono do processo, com aplicação das sanções legais cabíveis.

O ex-prefeito foi único que já entrou com manifestação, após Bonassini também dar 'ultimato'. Ele chegou a punir o advogado do pastor por entender que havia tentativa de protelar o trâmite da ação, mas voltou atrás depois de o defensor se justificar.

O processo é o único que o desembargador manteve em segunda instância, mesmo depois de Olarte renunciar aos cargos de prefeito e vice e, consequentemente, perder o foro privilegiado. Todos eles foram alvos da Operação Adna, nome da igreja em que o trio atuava.

Na ação penal os três réus são acusados de terem articulado dentro da igreja suposto esquema que teria levantado R$ 900 mil em empréstimos com agiotas mediante a promessa de vantagens na Prefeitura.

Jornal Midiamax