Política

Empresários presos pela PF mantém contratos milionários com atual governo

Pessoas ligadas a ex-ajunto da fazenda foram presas

Ludyney Moura Publicado em 10/05/2016, às 17h02

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Pessoas ligadas a ex-ajunto da fazenda foram presas

A Operação da Polícia Federal e da Receita Federal, deflagrada nesta terça-feira (10), investiga desvios praticados na gestão de André Puccinelli (PMDB) no governo estadual, todavia os presos mantém contratos com a administração de Reinaldo Azambuja (PSDB).

A Proteco, empreiteira de João Amorim, recebeu do governo tucano R$ 4,9 milhões em 2015. Foram seis pagamentos da Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), para ‘obras e instalações’. Em 2016 não há registro de pagamento à Proteco.

A Terrasat Engenharia e Agrimensura, do empresário Flávio Henrique Garcia, preso em Tanabi, no interior de São Paulo, venceu no ano passado licitação para manutenção de estradas pavimentadas e não pavimentadas no município de Nova Andradina, distante 297 km da Capital.

De acordo com o Portal de Transparência do governo estadual, em 2015 a Terrasat recebeu R$ 6,1 milhões e há R$ 8,8 milhões empenhados para 2016, dos quais R$ 2,8 milhões já foram pagos à empresa.

A ex-mulher de Andé Luis Cance, ex-secretário-adjunto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Ana Cristina Pereira da Silva, também foi presa. Ela é proprietária de animais usados por Cance em competições de laço.

Evaldo Furrer de Matos aparece como proprietário de fazendas e gado em Rio Negro, junto com o André Luis Cance.

Jornal Midiamax