Política

‘Desembarcaram na sem-vergonhice’, diz vereador sobre atos do Executivo

Paulo Siufi questionou projeto para comunidade LGBT  

Midiamax Publicado em 23/06/2016, às 17h46

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Paulo Siufi questionou projeto para comunidade LGBT

O vereador Paulo Siufi (PMDB) causou polêmica ao tratar de atos do executivo que discorre sobre a comunidade LGBT (Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Primeiro, o parlamentar criticou pregão realizado para obtenção de brinquedos educacionais e objetos de cunho sexual para utilização em palestras e depois questionou projeto do executivo que cria mecanismos para combater atos discriminatórios contra o grupo.

Puxando para área educacional, o parlamentar pediu esclarecimentos sobre abertura de pregão presencial para aquisição de brinquedos educacionais para crianças, relacionando com pedido de objetos de cunho sexual. “Desembarcaram na sem-vergonhice. Chego a pensar se seria algo de borracha, inflável… Não entendo como isso poderia ajudar na educação das nossas crianças. Preciso de um posicionamento sobre isso”, disse, afirmando que tentou contato com prefeitura para entender pregão, mas não conseguiu contato.

Depois, Paulo Siufi questionou projeto do executivo que deu entrada na Casa nesta quinta-feira (23) que dispões sobre medidas para combater preconceito contra comunidade LGBT. “O executivo quer impor ideologia de gênero nas escolas de qualquer maneira. Não vou concordar com isso”.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) explicou que o projeto visa apenas defender o grupo de atos discriminatórios e que no Estado já existe lei provada neste sentido. “Campo Grande está atrasada neste sentido. A medida apenas quer garantir direitos e não está dirigido às escolas, mas à toda sociedade. Visa apenas evitar situações constrangedoras que infelizmente ainda acontecem”.

Paulo Siufi rebateu dizendo que o projeto impõe termos dos quais não pode concordar. “Não tenho nada contra a classe, mas não posso aceitar um travesti entrando em um banheiro junto com minha esposa ou filha. Respeito a classe, atendo casais homoafetivos no consultório, mas situações como essa são exageradas”, disse.

O projeto apenas deu entrada na Casa e não entrou em pauta de votação. Sobre o pregão, a assessoria da prefeitura informou que requisição de brinquedos e de objetos de cunho sexual são coisas distintas. Os brinquedos atendem pedido da Secretaria Municipal de Educação e é voltado para as crianças. Já os objetos são para ser utilizados em campanhas educativas feitos pela Secretaria Municipal de Saúde, nas unidades básicas, voltados especialmente para público LGBT e em campanhas de conscientização.

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