Política

Deputado estadual Amarildo Cruz diz que cassação de Delcídio era esperada

Ele justifica que votação favorável já vinha sendo percebida

Midiamax Publicado em 10/05/2016, às 22h49

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Ele justifica que votação favorável já vinha sendo percebida

O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) disse, logo após a aprovação da cassação do agora ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que pela discussão que já vinha sendo feita há bom tempo, se percebia que essa cassação iria ocorrer. Segundo ele, não deixa de trazer mais um prejuízo para o partido, mas situação será revertida.

“Essa questão do Senador Delcídio do Amaral já vinha sendo debatida ha tempos, desde a sua prisão e era notável que a sua cassação ocorreria. Os senadores entenderam que o que ele fez justifica a perda do mandato. É uma situação muito complicada, pois o senador também não compareceu pra se defender anteriormente, mas não queri julgar sua estratégia. Agora é erguer a cabeça e passar por mais esta fase de matéria negativas citando o PT”.

O parlamentar estadual comparou o caso com o previsto amanhã, em que os senadores irão votar o impeachment da presidente Dilma Roussef. Segundo ele, tudo faz parte de uma ação para desestruturar e prejudicar o PT. “Sem dúvida tudo isso compõem a intenção de quem está a espera de assumir o poder nacional, de tentar prejudicar o PT. Mas acredito que a população eta vendo tudo que está por trás. Não fico abalado e nem arranhado, pois acredito no meu partido e em sua ideologia. Vamos reverter essa situação”.

O senador sul-mato-grossense, Delcídio do Amaral (sem partido) foi cassado nesta terça-feira (10), por 74 votos favoráveis e apenas uma abstenção, não tendo votos contrários pelos presentes. Do total de 81 senadores, para ser aprovada a cassação era necessária 41 votos, sendo a maioria absoluta.

Delcídio do Amaral responde a processo por quebra de decoro parlamentar por tentar obstruir as investigações da Lava Jato. Ele foi preso em novembro de 2015, pela Polícia Federal, sob acusação de oferecer R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da área internacional da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Jornal Midiamax