Política

Defesa e acusação depõem sobre supostos cheques para cassar Bernal

Processo tem Gilmar Olarte e outros dois como réus

Ludyney Moura Publicado em 22/01/2016, às 15h07

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Processo tem Gilmar Olarte e outros dois como réus

​Terminou a pouco, no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mais uma audiencia de depoimentos de testemunhas no processo em que aparecem como reus acusados de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o ex-vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte, seu ex-assessor Ronan Feitosa e Luiz Márcio Feliciano.

Sem a presença de Andrea Olarte, arrolada como testemunha e dispensada pela defesa, o primeiro a depor foi o serralheiro Ricardo Freitas, que revelou que chegou a pegar R$ 12 mil com Olarte, na sede da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), onde estava lotado à época,  Ronan Feitosa.

Freitas contou que ouviu de Olarte que os cheques eram para seu uso, o que faria de Ronan apenas o intermediário. Em troca do empréstimo, ganharia serviços e benesses da Prefeitura da Capital.

Em um segundo encontro, também na Sedesc, Freitas disse no depoimento que levou uma relação de cheques devolvidos e os entregou diretamente para Olarte, que prometeu saudar a dívida, que variava entre R$ 160 mil a R$ 200 mil, tão logo assumisse o comando da prefeitura.

Sem citar nomes, Ricardo afirmou ainda que seu irmão, Edmundo Freitas, que depôs na semana passada, foi procurado por pessoas que lhe fizeram ameaças. Os dois foram procurados por Alcides Bernal (PP) e incitados a procurar o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) para relatar o que sabiam do caso.

Ex-secretário

O segundo a depor foi o ex-secretário de governo da prefeitura, na gestão de Olarte, o advogado Rodrigo Pimentel. Ele disse que foi contrato para advogar, e que teve contato com pessoas que cobravam os cheques de Ronan.

Pimentel disse também que acreditava que Gilmar Olarte tentava negociar as dívidas de Ronan “por amizade ou questões religiosas”, uma vez que ambos pertenciam à mesma igreja.

Na sequência, falou o vereador Cazuza (PP), aliado de Bernal, que contou que conheceu um dos agiotas que denunciou o caso ao Gaeco, Salem Maluf, há pouco mais de um ano, quando foi procurado pelo homem que queria relatar uma gravação com uma suposta conspiração para cassar o prefeito.

O vereador alega que orientou os homens a procurarem as ‘autoridade’. No vídeo em questão, Ronan aparecia negociando áreas públicas do município.

Outro depoente, Ismael Faustino, contou que o ex-assessor de Olarte, era responsável por uma igreja ADNA (Assembleia de Deus Nova Aliança) do Brasil, na Avenida Calógeras, mas que depois foi afastado e colocado em disciplina pela liderança da denominação, fundada por Gilmar Olarte.

Segundo Faustino, Ronan era um dos coordenadores da campanha de Bernal, em 2012, e chegou a compor um dos jingles usados naquela eleição.

Outras três testemunhas, Joacir Pereira, Valdir Pereira e Valter Pereira dos Santos, testemunhas de defesa de Ronan, contaram apenas que o ex-assessor, apenas coordenou a campanha de Bernal e Olarte em 2012, e que sanou todas as dívidas.

Testemunhos

No próximo dia 5 de fevereiro, devem prestar depoimento ainda Fabrício Amaral e a vice-governador Rose Modesto. Após as testemunhas, prestam depoimentos Olarte, Renan e Feliciano. 

Jornal Midiamax