Política

De saída, vereador prevê fracasso de colegas do PMDB na eleição de 2016

‘Probabilidade de dois se não se reestruturar’

Midiamax Publicado em 22/02/2016, às 11h10

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‘Probabilidade de dois se não se reestruturar’

O vereador Paulo Siufi (PMDB) prevê dias difíceis para o PMDB se não se organizar em Campo Grande. O parlamentar pondera que o partido já chegou a ter oito vereadores na Câmara, mas acredita que esse número pode cair drasticamente.

“Já tivemos oito, hoje somos cinco, com probabilidade de dois, se não reestruturar, modificar. É uma eleição rápida, com desgaste para todos, quem é e quem não é vereador”, opinou. A previsão pessimista é baseada principalmente na debandada prevista com a saída de vereadores.

“Edil (Edil Albuquerque) e Mario (Mario Cesar) não devem ser candidatos. Magali (Magali Picarelli), provavelmente, sai. O Cabeludo (Vanderlei Cabeludo) também está com proposta para sair. Ficou a Carla (Carla Stephanini). Vai fazer quantos?”, justificou.

Siufi anunciou recentemente que deve tomar novos rumos, o que significa uma troca de partido. Ele tem uma conversa agendada com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e também não descarta ida para o PSD, futuro partido de Marquinhos Trad. Porém, também tem conversa  com André Puccinelli (PMDB), que também pode mudar seu roteiro.

“É um conjunto de fatores. Acho que já deu meu tempo. Já fui bom para o PMDB e o PMDB para mim. Não tenho mágoa. Estou buscando espaço e coisas melhores para mim. Acho que dentro do PMDB já atingi vários objetivos que muita gente lá há muitos anos não atingiu. Pode ser que na conversa com André, ele me mostre o caminho. Tenho um período ainda para decidir. Não vai ser com velocidade que me arrependa depois”, declarou.

O vereador não teme prejuízo com a saída do PMDB, por entender que seus votos são mais pessoais, seja por conta da medicina ou da igreja católica. Porém, prevê eleição difícil para todo mundo.

“Sei como vai ser a próxima eleição. Sei do desgaste que a política tem. Tenho que pensar no conjunto todo. Se eu ficar é para somar, mas para ser valorizado também e não simplesmente para carregar. Toda vez carrego gente e o PMDB me larga. Onde eu estiver, quero ser somatória. Nunca dividi, só somei”, concluiu.

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