Política

Da Suíça, Janot diz que até presidente Dilma poderá ser investigada na Lava Jato

Procurador também rebateu acusações de ingratidão

Ludyney Moura Publicado em 17/03/2016, às 12h42

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Procurador também rebateu acusações de ingratidão

O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que está na Suíça para um encontro com o Ministério Público local, revelou que ao retornar ao Brasil poderá pedir abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff (PT), no âmbito da operação Lava Jato.

A informação foi revelado pela Jornal Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (17). Janot já havia ventilado a possibilidade diante do conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT).Da Suíça, Janot diz que até presidente Dilma poderá ser investigada na Lava Jato

“Nosso trabalho é republicano. Não há pessoa fora de investigação”, afirmou o procurador à reportagem do Estadão, em Berna, na Suíça. Para ele, a presidência da República não garante  imunidade à Dilma.

Gratidão

Rodrigo Janot também rebateu as acusações do ex-presidente Lula (PT), de que ele estaria sendo ingrato ao partido que o nomeou Procurador-geral. O petista questionava o fato de que Janot teria recusado quatro pedidos de investigação contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB).

“Os cargos públicos não são dados de presente. Eu sou muito grato à minha família. Fiz concurso. Estudei para caramba. Tenho 32 anos de carreira”, afirmou Janot, que assumiu a função em 2013, nomeado por Dilma. 

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