Política

CPI das Vacinas vai contratar perito para avaliar condições clínicas de servidora

Ela alegou problemas psiquiátricos para não comparecer a oitiva

Midiamax Publicado em 12/07/2016, às 11h19

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Foto: Camara Municipal

Ela alegou problemas psiquiátricos para não comparecer a oitiva

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Vacinas, criada pela Câmara Municipal de Campo Grande, decidiu, nessa segunda-feira (11), contratar um perito para avaliar as condições clínicas da gerente Técnica do Setor de Imunizações da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Cassia Tiemi Kanaoka, que alegou problemas psiquiátricos para não comparecer à oitiva na semana passada.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores, as demais oitivas do colegiado estão suspensas até que a servidora seja ouvida, já que seu depoimento é primordial para o segmento dos trabalhos. “Por segurança, vamos adotar essa postura. Para que possamos fazer um diagnóstico para saber se ela tem ou não condições de prestar depoimento. A oitiva poderia ser feita de maneira coercitiva, mas não queremos colocá-la em uma situação de agravamento de seu quadro”, disse o vereador Alex do PT, que preside a CPI.

O atestado da gerente, encaminhado pelo titular da pasta, Ivandro Fonseca, acendeu sinal de alerta nos vereadores que integram a Comissão, já que não estava em conformidade com as normas do CFM (Conselho Federal de Medicina).

O relator do CPI, vereador Dr. Lívio, apontou uma irregularidade no laudo: segundo ele, o afastamento superior há 15 dias não deve ser feito pelo médico assistente, mas pelo médico perito que faz o exame. O documento também será enviado ao CRM (Conselho Regional de Medicina) para análise.

“A contratação de um perito é pertinente em função de que temos um prazo a ser cumprido, precisamos e queremos concluir o mais rápido possível a CPI. Temos encontrado uma certa dificuldade para obter informações junto à Prefeitura”, observou Dr. Lívio.

A CPI também definiu o Laboratório Bioclínico, na Capital, para que os denunciados por supostamente terem sido vacinados fora do grupo de risco, tenham a chance de comprovar, por meio de exame de contagem de anticorpos, que não foram imunizados.

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