Coronel David pede que Câmara investigue rombo na previdência de Campo Grande

Janot aponta Maranhão como lobista do caso
| 06/07/2016
- 18:57
Coronel David pede que Câmara investigue rombo na previdência de Campo Grande

Janot aponta Maranhão como lobista do caso

O deputado estadual Coronel David (PSC) usou a tribuna nesta quarta-feira (6) para pedir que a Câmara de Campo Grande investigue o rombo de R$ 100 milhões na Previdência da Capital, já denunciada ao MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pelo parlamentar.

O pedido foi feito após leitura da matéria da Folha de S. Paulo que revela a ligação do presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (PP) como lobista em fraude de fundos de previdência.

Em uma petição encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal), Rodrigo Janot, procurador-geral da República afirmou que investigação deflagrada pela Polícia Federal detectou indícios de que Maranhão seria "o agenciamento de prefeitos para que estes se encontrassem" com um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.

A respeito do presidente interino da Câmara, o órgão relatou que uma auditoria realizada nos fundos de previdência de servidores de diversos municípios apontou irregularidades em negócios fechados com os institutos de Campo Grande (MS) e Aparecida de Goiânia (GO), "cujos prefeitos foram levados ao encontro de Fayed por intermédio de Waldir Maranhão".

A Procuradoria chegou a essa conclusão após análise de telefones interceptados pela PF com ordem judicial durante a Operação Miqueias, de 2013. Ambos os grupos tinham a tarefa de convencer os prefeitos e os fundos de previdência dos servidores a investirem em papéis podres, ou seja, de valor superestimado, que logo mais gerariam prejuízo aos fundos. Em troca, os agentes públicos recebiam "vantagens indevidas".

A PF afirma que mais de R$ 50 milhões foram desviados dessa forma.

“Eu denunciei a situação e a prefeitura desdenhou o fato. Então peço que a Câmara verifique essa situação. Estive em reunião com o Procurador-Geral de Justiça Paulo Passos e já foi aberto um inquérito no Ministério Público para averiguar o assunto”, relatou o deputado.

Em janeiro de 2013 havia R$ 110.650.995,27 no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, segundo valores publicados no Diário Oficial do Município. Neste ano, foi publicado no diário um valor de R$ 874.552,19, uma diminuição de mais de R$ 100 milhões.

A Prefeitura explicou que o aumento de valores se dá pelo aumento de inativos na Capital. Em agenda, o prefeito Alcides Bernal (PP) afirmou que vai instaurar um procedimento administrativo para avaliar a situação, mas reafirmou que não há irregularidades no fundo. 

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A medida vale até o julgamento do mérito do requerimento de registro da candidatura, do qual o ministro é o relator

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