Política

Contra ‘Lei da Mordaça’, manifestantes lotam a Câmara pedindo veto

Eles querem que vereadores vetem projeto

Evelin Cáceres Publicado em 05/04/2016, às 13h49

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Eles querem que vereadores vetem projeto

Professores e pais realizam mais uma manifestação nesta terça-feira (5) na Câmara de Campo Grande contra a o projeto de Lei nº 8.262/16, que ficou conhecida como a “Lei da Mordaça”. Com sinalização de veto do prefeito Alcides Bernal (PP), eles querem que os vereadores mantenham a decisão do Executivo.

Para a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), o Legislativo deve seguir a opinião pública. “A Casa precisa entender que esta é uma lei complexa e que precisamos estar abertos ao diálogo. A população não quer que a Lei passe”.

Eduardo Romero (Rede) espera que aumente o número de parlamentares que entenda o clamor popular para vetar o projeto de lei.

Um dos autores do projeto, Paulo Siufi (PMDB) esclareceu que o texto é mal interpretado. “No teor do projeto está explícito que a lei só pede que os professores não induzam alunos a serem militantes de alguns partidos e também que eles não opinem sobre orientações sexuais. Não estamos impedindo ninguém de ensinar a existência dos partidos”, alegou.

Carla Stephanini e Vanderlei Cabeludo (PMDB) não quiseram comentar a lei porque não estavam na sessão que votou o projeto.

“Escola sem Partido”

A ideia do projeto é inspirada no “Escola sem Partido”, um movimento criado em 2004 por estudantes e pais, que, segundo os idealizadores, tem o objetivo de combater a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas e o que chamam de usurpação (pelo governo, pelas escolas e pelos professores) do direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral das crianças.

O vereador Paulo Siufi (PMDB) é o autor o projeto de Lei nº 8.262/16 aprovado na última quinta-feira (31) na Câmara dos Vereadores da Capital, que impede que os professores da educação básica municipal lecionem sobre orientação sexual e cria prerrogativas sobre ensino de questões ideológicas e políticas.

O projeto também determina a obrigatoriedade da fixação nas salas de aula de um cartaz contendo todas as orientações do que o professor da Rede Municipal de Ensino (Reme) pode ou não discutir com os alunos. A lei recebeu apenas dois votos contrários, dos vereadores Eduardo Romero (Rede) e Luiza Ribeiro (PPS).

Jornal Midiamax