Política

Com suspense sobre futuro, Marquinhos usa tribuna para se despedir do PMDB

Ele 'amenizou' críticas ao PMDB e atacou Bernal na saída

Ludyney Moura Publicado em 01/03/2016, às 14h58

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Ele 'amenizou' críticas ao PMDB e atacou Bernal na saída

Como já anunciado pelo Jornal Midiamax, o deputado estadual Marquinhos Trad leu sua carta de desfiliação do PMDB durante a sessão desta terça-feira (1) na Assembleia Legislativa. Apesar das tratativas com o PSD, o parlamentar ainda não revelou seu futuro político.

“É uma decisão irrevogável afastar-me do PMDB”, falou o Marquinhos. Em seu discurso, ele agradeceu o partido pelos 13 anos em que fez parte da legenda, onde também iniciou sua vida pública, em 2004, quando foi eleito vereador da Capital.

O agora ex-peemedebista fez questão de ressaltar que nas três eleições que venceu, pelo PMDB, para uma cadeira na Assembleia, foi sempre o candidato com a maior votação em Campo Grande.

Marquinhos citou três colegas de partido que, segundo ele, o ajudaram na caminhada, Edil Albuquerque, Youssif Domingos e Pastor Sérgio. “Tudo mundo entra com a vontade na política de mudar tudo e eles mostraram e me ensinaram que não é bem assim que funciona”, disse.

Candidatura

Pré-candidato a prefeito de Campo Grande, Marquinhos revelou que está com equipe técnica analisando, há quatro ou cinco meses, os dados da prefeitura. Ele pretende fazer isso antes de poder assumir responsabilidades de candidatura.

“Não quero ficar igual o Bernal culpando todo mundo. Bernal já culpou até o Lúdio Coelho por problemas em sua própria administração” disparou. Segundo ele, só assumirá a candidatura se for possível mudar.

Ele ainda agradeceu a acolhida no PMDB e finalizou dizendo que quer ser escolhido candidato por critério de seleção e não por apadrinhamento ou voto de revolta.

Futuro

Apesar de não pontuar seu destino político, enquanto discursava, a TV Assembleia transmitia as imagens com uma legenda que dizia que o parlamentar deixava o PMDB rumo ao PSD. Curiosamente ou não, Marquinhos afirmou que até o dia 12 de março decide seu futuro, exatamente na data que o PSD tem um encontro marcado.

Antes de definir sua próxima sigla, o deputado pretende conversar com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula. “Uma reunião por respeito’, alegou Marquinhos. Para ele, é importante ter o apoio do tucano em uma provável candidatura a prefeito de Campo Grande.

Apesar de pouco provável, a ida de Trad para o PSDB não é impossível. Todavia, o deputado se mostrou surpreso quando informado de que os colegas de parlamento Mara Caseiro e Maurício Picarelli já tem data certa, próxima quinta-feira (3), para chegada ao ninho tucano.

Jornal Midiamax