Política

Com gritos de Fora Dilma, manifestação reúne 100 mil em Campo Grande

Organizadores divergem e falam em até 200 mil pessoas

Midiamax Publicado em 13/03/2016, às 20h45

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Organizadores divergem e falam em até 200 mil pessoas

A Polícia Militar estimou em 100 mil pessoas o número de participantes na manifestação que ocorre neste domingo, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A quantidade de pessoas superou a marca registrada no protesto de 15 de março do ano passado, quando de acordo com a PM, 60 mil pessoas foram para as ruas protestar. Para a contagem, foram utilizadas imagens aéreas. 

Os organizadores divergem. Enquanto o movimento Reaja Brasil fala em 100 mil pessoas, o Pátria Livre diz que havia 200 mil.

A estimativa da PM foi feita pelo tenente-coronel Renato Tolentino, do Bptran (Batalhão de Policiamento de Trânsito). O protesto ocorreu em clima tranquilo e com bom humor. No meio de faixas e cartazes, havia jararacas de brinquedo e o boneco “Pixuleco”, em alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro alvo da manifestação.

Iniciada às 14h, com a concentração em dois pontos da avenida, a mobilização transcorreu sem problemas. Nos gritos de ordem, nas faixas e nos cartazes, o pedido de saída da presidente Dilma foi o mais recorrente. Mas houve quem pedisse intervenção miliar, em número bem pequeno, e quem lembrasse dos escândalos locais, também em menor quantidade.

O único elogiado

O juiz Sérgio Moro foi o único, por assim dizer, que recebeu elogios durante o protesto. Um grupo de amigos, de 17 pessoas, foi com uma camiseta em homenagem a ele. Havia também cartazes e faixas para o magistrado da Operação Lava Jato, criada para investigar a corrupção na Petrobras.

Também houve aplauso ao MPF (Ministério Público Federal), localizado na Avenida Afonso Pena. Os manifestantes pararam na frente e os organizadores convocaram para bater palmas.

Organizada por dois movimentos, o Reaja Brasil e o Pátria Livre, a manifestação reuniu poucos políticos e famílias inteiras, vestidas de verde e amarelo, com o rosto pintado, ao som do hino nacional de um jingle composto especificamente para Campo Grande.

A Polícia Militar fez um esquema diferenciado de segurança, com 600 militares, além da participação da Guarda Municipal e da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito.

Jararaca e pixuleco

O pecuarista Mário Machado, de 53 anos, pegou o que era um brinquedo da filha, uma cobra de borracha de mais ou menos um metro e levou, presa a um pedaço de madeira. O objeto é uma referência à afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ser obrigado a depor, no início do mês, quando se autodenominou de jararaca ao dizer que “pisaram no rabo e não na cabeça”.

“Tem que pisar na cabeça”, disse o pecuarista. Ele chegou a ser saudado pelos organizadores no trio elétrico por estar com a cobra de brinquedo. “Cobra representa traição e foi isso que o governo do Lula e da Dilma, principalmente Lula, fizeram com o país”, defendeu.

O arquiteto Fabio Gazal, de 40 anos, foi para o protesto com um “Pixuleco”, boneco de plástico vestido de presidiário, que representa o ex-presidente. Ele disse que ganhou de um amigo, vindo de São Paulo, e levou para o ato como forma de protesto, “sadia e saudável”.

A concentração final da manifestação é na Afonso Pena, logo após o shopping Campo Grande, com discursos e até apresentações musicais. A avenida foi interditada durante o trajeto da manifestação.

(Matéria atualizada às 20h20 para atualização de informações)

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