Política

Bernal culpa vereadores e envia projeto com reajuste de 2,79% para servidores

Câmara rejeitou primeiro projeto, que era de 9,57%

Ludyney Moura Publicado em 06/04/2016, às 15h37

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Câmara rejeitou primeiro projeto, que era de 9,57%

O prefeito Alcides Bernal (PP) convocou a imprensa na manhã desta quarta-feira (6) para divulgar o novo reajuste a ser oferecido aos servidores municipais da Capital. Desta vez o oferecido pelo progressista será 2,79%, referente à inflação acumulada nos três primeiros meses de 2016.

Bernal explicou que em função do ano eleitoral, a legislação vigente determina que reajuste não pode ser maior que a inflação acumulada no ano, que, disse o prefeito, é de 2,79%. Índice menor que os 9,57% rejeitado pela Câmara da Capital.Bernal culpa vereadores e envia projeto com reajuste de 2,79% para servidores

“Os vereadores infelizmente não pensaram na população e nos mais de 22 mil servidores municipais. Se eu descumprir posso ser acusado de improbidade administrativa, com uma possível cassação novamente”, disse o progressista.

A Câmara rejeitou, atendendo pedidos de representantes de categorias de servidores, o projeto de reajuste feito por Bernal. Os vereadores alegaram que a prefeitura não enviou uma nova proposta com alterações solicitadas pelos sindicatos de algumas categorias.

Na avaliação de Bernal, a rejeição dos vereadores tem cunho político. Ele lembrou que outros projetos, como o empréstimo de R$ 12 milhões da prefeitura junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), também recebeu negativa do legislativo municipal.

Ainda de acordo com o prefeito, os vereadores poderiam ter evitado esse impasse com emenda. "Os vereadores poderia ter feito emenda supressiva ou aditiva, ou seja, diminuir ou aumentar o valor para evitar que o problema se agravasse, mas eles preferiram prejudicar os servidores".

O reajuste proposto anteriormente, disse o prefeito, seria um dos maiores do país. Bernal também afirmou que a proposta foi discutida com os servidores e sindicatos, e teve tempo hábil de apreciação pela Câmara de Campo Grande. Esse impedimento citado por Bernal está na Lei 9.504, artigo 73, inciso 8º, em que consta de fato que não se pode dar reajuste acima do acumulado da inflação nos três primeiros meses do ano eleitoral.

Jornal Midiamax