Política

Agora candidato, Bernal repete discurso do ‘golpe’ e diz estar entre melhores gestões

Evento reuniu mais de 500 pessoas

Jessica Benitez Publicado em 05/08/2016, às 23h10

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Evento reuniu mais de 500 pessoas

O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) lançou candidatura à reeleição e voltou a falar sobre sua cassação, ocorrida em março de 2014, a qual classifica como 'golpe'. Para justificar os problemas da cidade ele disse que voltou há apenas 11 meses à Prefeitura e, mesmo assim, considera essa uma das gestões mais competentes.

“Sofremos um golpe e quando voltei a Prefeitura estava em ruínas. Tive que reerguer a cidade. Já mostramos competência em Campo Grande  e Mato Grosso do Sul”, disse durante discurso. Ele aposta na história da cassação para angariar votos em Campo Grande. “Nosso povo é silencioso e observador, tenho certeza de que vai fazer justiça nas urnas”, completou.

Finalizando mandato marcado por brigas políticas com outros partidos, Bernal não perdeu a oportunidade de alfinetar os adversários. “Os maus políticos não gostam de mim, mas eu também não gosto deles”.

Sem o apoio dos únicos que ainda persistem na base aliada, PPS e PDT, a chapa será pura com o ex-promotor de Justiça e professor universitário, Ulisses Duarte, na posição de vice. Ele também é presidente da Fundação Milton Campos MS.

Mesmo assim, o prefeito prestou homenagem à vereadora Luíza Ribeiro (PPS) e ao ex-vereador Paulo Pedra (PDT), cassado por compra de votos. "Aqui guerreira não fica esquecido", disse ao pedetista que planejava lançar candidatura à Câmara Municipal, mas foi vetado pelo PDT justamente por apoiar a gestão atual.

A chapa proporcional terá aliança com o PTC, comandado por Cezar Renato Gazola, e ainda espera outras adesões. “Outras convenções ocorrem hoje e sinalizaram interesse em aliança, quanto mais gente melhor”.

Escolha – Na eleição de 2012, quando foi eleito, Bernal escolheu o pastor Gilmar Olarte, à época do PP hoje do Pros, para ser vice. Logo depois de começar o mandato a dupla iniciou série de desentendimentos que futuramente resultaria em rompimento total.

Embora, segundo ele, já não fizesse parte da administração, o vice ficou a frente da cidade por 17 meses, entre março de 2014 e agosto de 2015, enquanto o prefeito ficou cassado.

A substituição foi o estopim dentro do partido e causou racha. Bernal chegou a ingressar ação pedindo expulsão do pastor alegando desrespeito à comissão de ética. Em abril Olarte migrou ao Pros e está afastado do cargo.

Jornal Midiamax